Sunday, April 15, 2007

Index Quinzena 15 - 15 - 30 de Abril

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Ajudem-nos a formar uma Mega- Super - Indispensável
Rede Reativa!
Contatem-nos por e-mail, carta, pombo-correio ou garrafa atirada ao mar!
Vocês gostariam de ver algum tema abordado aqui?
Gritem!Vocês têm algo a dizer?
Desejam colaborar futuramente?
Então avisem, enviem seus trabalhos indicando o desejo de tê-los postados aqui,
ou, simplesmente, cadastrem-se pelo e-mail
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1 – Mais um Editorial do Reação, dessa vez, como nunca, apelão. Cliquem aqui e leiam como nosso editor sabe implorar por ajuda.

2 – Os Comentários da Quinzena estão explosivos. Brigas e pancadaria para todo o lado! Clique aqui, e seja mediador nessa bagunça. Ajudem ao Jiló!

3 – Sobre aumentos salariais e outros absurdos, Vinícius Magalhães escreve sua coluna Filosofia do Direito, que você deve ler clicando aqui.

4 – Professor Toni fala sobre a Ditadura Militar, e outros temas importantes para a nação atual. Clique aqui para chegar à sua coluna!

5 – Os Quadrinhos do Venâncio estão de chorar de rir... Ou seria só para chorar? Interpretem vocês, clicando aqui!

6 – Nana de Freitas envia mais uma de suas encantadoras colunas. Dessa vez, pode causar muita polêmica! Saiba o motivo, clicando aqui.

7 – Nós fazemos uma cirurgia nas palavras da Dona Midia com a coluna Eles Dizem, Nós Dizemos. Saiba como, clicando aqui!

8 – A Charge de Venâncio para o 1 de Maio, Dia do Trabalho, é sincera, sensata e verdadeira. Cliquem aqui para rir e refletir.

9 – Nossos Retalhos derreteram e viraram sorvete Napolitano com as Estatísticas Reativas! Não percam mais essa coluna, clicando aqui.

10 – A Entrevista Pasquiniana da Quinzena foi feita por Rodrigo Gerdulli com Batone, da banda LixoExtraordinário. Para conhecer os artistas a caminho de sua fama, clique aqui!

11 – A coluna mutante de Ana Luiza Schifflers está de volta, desta vez com Foco-Vertigo, São Paulo e poemas da redação. Veja, leia e opine, clicando aqui!

12 – Roberto de Queiróz com um Ode aos Personagens em sua coluna CLAQUE-TE. Não perca a batida, clique aqui e se aconchegue na leitura!

13 – A colaboração Lusitana está de volta com a coluna de Professorinha Silvia, Educando e Aprendendo. Leia o que ela tem a dizer clicando aqui!

Editorial Quinzena 15 - 15 - 30 de Abril

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A Rotação foi feita novamente e agora estamos do outro lado da lua, com textos de Professor Toni, Professorinha Silvia (na volta lusitana ao Reação), charges de Bruno Venâncio, fotos de Ana Luiza Schifflers, entrevista de Rodrigo Gerdulli, critica cinematográfica de Roberto de Queiróz, texto lindo de Nana de Freitas, Vinícius Magalhães e nossas colunas centrais, Eles Dizem, Nós Dizemos, Comentários da Quinzena com respostas do C.O.R (Contestador Oficial do Reação), Retalhos, Estatísticas Reativas e o nosso editorial. Não nego que estamos demais, novamente, mas talvez, leitores e leitoras, precisemos conversar.


Nossa equipe miamense

Nossa causa é simples, e ao mesmo tempo complicada. Queremos expôr nossas idéias, instigar a informação e a sensibilidade necessárias para causar alguma reação. Ao mesmo tempo, precisamos de vocês, leitores e leitoras, para saber o que trazer à mesa, o que vocês mais querem ver, do que sentem mais falta e como querem que os temas sejam aqui expostos. Não fazemos periódicos por encomenda, mas está mais do que na hora de expandir o projeto e alcançar mais leitores. Por favor, comuniquem-se conosco nos campos dos comentários, façam suas sugestões e peçam o que querem ler ou ver por aqui, que avaliaremos e faremos o que nos for possível.

Nossas entrevistas estão ficando mais frequentes, e nossa idéia é puxar pessoas interessantes para que falem com nossa equipe dispersa mundo afora, para tratar o Reação como um espaço verdadeiro, sincero e aberto. Estreamos com Gerdulli e a banda Beselhos, logo Liliane Corrêa nos trouxe sua conversa com Son Salvador, cartunista mineiro profissional, e eu tive o privilégio de conduzir a entrevista com Lucia Aratanha, veterana da CIA dos Atores que teve a estréia de sua peça Swallowing the Moon em Miami no mês de Fevereiro. Agora trazemos mais uma entrevista de Gerdulli com Batone e seu LixoExtraordinário, mais uma banda do cenário independente da música brasileira.

Nós brincamos em expediente, mas levantamos bandeiras. Nossa primeira bandeira levantada oficialmente foi o não à diminuição da maioridade penal no Brasil. Recebi uma mensagem corrente e a repasso aqui, para dar um exemplo ao que digo. A pessoa que me enviou a recebeu de uma mulher, supostamente, chamada Christina Adams. C
omeça da seguinte maneira:

Esta é uma petição pública solicitando ao Congresso Nacional o endurecimento da legislação para crimes hediondos, incluindo redução da maioridade penal, possibilidade de condenação até 60 anos de prisão (em vez dos 30 atuais) e extinção dos benefícios que reduzem o regime fechado a apenas 1/6 da pena (atualmente poucos ficam mais de 5 anos na cadeia devido a esses benefícios).Em resumo, o que está sendo pedido é que quem for maior de 16 anos e cometer crime hediondo possa ser condenado a até 60 anos de prisão e que cumpra a pena integralmente em regime fechado, sem direito a semi-aberto nem a liberdade condicional, para que não volte a matar mais inocentes, tal como um dos assassinos do menino João Hélio que estava em liberdade condicional (etc)”

Caso essa mesma preocupação vizasse a criação de métodos de inclusão social, educação e uma melhor infra-estrutura prática nas vidas das pessoas, provavelmente teria um efeito maior. Talvez, não acabasse com a criminalidade imediatamente, mas a redução da maioridade penal tampouco o faz. Vale lembrar que nosso problema de impunidade é bem maior entre corruptos e políticos ladrões, além de extremamente incompetentes, e que ninguém se revolta com a mesma intensidade quando os crimes são dessa natureza, nem mesmo as pessoas que mais sofrem as consequências desses crimes. Protestar sim, mas precisamos saber para quê, e sem conhecimento, educação, ou qualquer tipo de razão central, tendemos a agir por impulsos sentimentais, como o desejo de vingança. Afinal, todos sabemos que não há sistema de re-adaptação social. O que essas pessoas pedem e querem é punição, como se nossas cadeias já não estivessem hiper-lotadas de pessoas recebendo essa mesma punição. No sistema penal que nos cabe, tampouco temos a segurança de que o preso permanecerá preso, ou se de dentro da cela de sua penitenciária não ordenará outros crimes. Não faz sentido aumentar o “mais do mesmo”. Se queremos que a situação realmente mude, precisamos pensar melhor, e sem sentimentos vingativos.

Já o MST cobra de Lula uma reforma agrária imediata, enquanto Lula conversa com Bush, se preocupa com uma iminente CPI, escolhe o segundo escalão ministerial, e ainda lhe sobra tempo para ganhar ibope e popularidade através das nossas famosas estatísticas. Nos últimos tempos, a gasolina nos Estados Unidos aumentou a quase 3 dólares o galão, novamente. Bush, no entanto, ainda não consolidou sua maldade na boca do povo. Sua popularidade até chegou a aumentar alguns trocados. O Partido Democrata é tão desorganizado, que a Direita Moderada pode perder o lugar para os nazistas ainda mais uma vez. Nós, aqui na terrinha do Tio Sam, tampouco parecemos muito preocupados, apesar dos problemas apenas crescentes.

Nossa primordial bandeira é contra a violência, no geral, e pelo mesmo motivo. Violência gera violência. Nos Estados Unidos, crescem as discussões em torno da “Guerra contra as Drogas”, e sei que no Brasil também. O principal lema dessas discussões é a natureza traiçoeira de uma política repressiva ao invés de pró-ativa. Quando se reprime, a criminalidade aumenta, e isso é comprovado historicamente em repetidas infinitas ocasiões.

Mas, a justiça é necessária. Queremos que as pessoas reclamem quando parlamentares e embargadores oficiais receberem aumentos salariais, e a população precisar se contentar com o aumento miserável do salário mínimo pobre. Por que, ao invés de protestar contra o imperialismo nos Estados Unidos, não tratam do imperialismo brasileiro, como a escravocracia da cana de açúcar, por exemplo? Como não protestam, quando a única pessoa coerente no governo é o Clodovil? Os protestos são necessários, mas nós gostariamos de contribuir indicando sobre o que vale mais protestar. Para tal, novamente peço a ajuda dos leitores e leitoras do Reação. Levantem bandeiras, que nós ajudaremos a alçá-las.

Abrax a todos e todas, boa leitura, recomenda-se um texto por dia para maior reflexão e comentários argumentativos para a criação de bons debates.

Roy Frenkiel O editor que edita às vezes, só

Comentários da Quinzenaa

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No Index

De Renato Sabo:

Voces deveriam para de mandar mala direta desse site pra pessoas que nao pediram.
Esse maldito Jean sempre me mandou mensagens sem eu pedir. E eu odeio a producao dele. O cara pega emails nas listas do yahoo e comeca a passar emails sem pedir. Absurdo.

De Roy Frenkiel:
Caro Renato, sei que a resposta não cairá em seus ouvidos, porque você não voltará para cá aprecia-la. Há essa tradição muito bem educada brasileira de agredir atrás do muro. Pois bem, pelo menos você disse seu nome. Deixe-me explicar, e aos outros que lerem o que você diz.

Junto com o e-mail, meu administrador sempre escreve que “caso não deseje participar dessa lista, peça que o retirem.” Você deve ter uns dezesseis a dezoito aninhos de idade, não é mesmo Renato? Precisa expressar sua raiva e ódio, ao invés de procurar resolver o problema, cuja solução nós mesmos damos.

Quanto a acrescentar contatos à mala direta “sem pedir permissão” não sei se você sabe, mas todos somos vítimas disso. Eu, por exemplo, não pedi pra ter as propagandas idiotas que existem nos canais da TV aberta, nem pedi pra publicarem anúncios estúpidos nos jornais locais, e em meu e-mail recebo centenas e mais centenas de propagandas diárias, sem nunca ter pedido que me fossem enviadas. A maioria incomoda, e eu deleto. Mas nunca precisei brigar com nenhuma das pessoas que apenas procuram fazer o que a Internet permite de melhor: Anunciar.

Eu prefiro que você receba, sem pedir, um e-mail e depois peça pra se desvincular, do que ninguém saber de nossa existência e não pedir nossas newsletter. No mais, aconselho duas coisinhas:

1 – Sua agressão apenas mostra sua agressão, e nada mais. Sua idéia, opinião e vontades não se expressam na agressão, porque não tenho seu e-mail e não sei como retirá-lo de minha lista.

2 – Fique atento ao modo com que a Internet funciona e me diz se não é justo que nós também nos aproveitemos desse modo mais aberto de inter-relacionamento pra expressar o que queremos, sem cobrar dinheiro, sem oferecer produtos, e ainda oferecendo uma imediata possibilidade de desvinculo.

Caro Renato, seu ódio ao Jean, ao Reação, nada quer dizer para ninguém. Conforme-se.

Passar bem,

Roy Frenkiel

Resposta do C.O.R:
Isso aí eu já nem manjaria explicar o que é… Um é Sábo, e o outro é grosso, rouba imails e ainda joga na cara que faz porque pode com o indicador na boca (faz porque pfff… faz porque pffff… ode). Tem gente que acha que eu e o Cói Noya somos a mesma pessoa… Nem comento nada depois dessa, o cara apelou e me deixou em estado total de choque, surpresa e ainda oriçou uma hemorróida adormecida da minha infância.

Hemorróidas me Mordam!
Do Jiló

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No Editorial da Quinzena

De Jean Scharlau

Milhões morrem na África, no Brasil, nas Américas e em todo o mundo por uma causa que não é a sua: o capitalismo. Não para implantar a causa, mas por seus efeitos.

Se alguns milhares morreram por causa da causa socialista em Cuba... Big deal! Agora não morrem mais. Alfabetização é 100%, 5,5 % da população ESTÁ na universidade, mortalidade infantil é quase zero (mortalidade infantil é gente que morre por uma causa - milhões de crianças morrem pela causa do capitalismo,sem nem saber nada de causas nem efeitos, apenas morrem sem sequer ter vivido, que é seu direito sagrado).

Bom, editor (feito o comentário,merecido o salário) - quero uma edição como a tua e a do Jens para o meu texto - alinhado à esquerda, ou melhor ainda: justificado, como eu gosto. Se não obtiver isso, a categoria vai para assembléia e não está descartado estado de greve. E não adianta me chamar para reunião a portas fechadas que eu não sou maluco de ir.


Porrada de Roy Frenkiel
Jean, dois protestos apenas ao que você diz:

1 – Na Cuba, atualmente, é um inferno viver. Não, nunca fui, mas tampouco fui ao Iraque para saber que é um inferno morar por lá. As fonts que eu tenho são de minha total confiança, e pode ter certeza de que se algum dia eu mudar de opinião, a constatarei e à passada, para não passer por hipócrita. Alfabetização até há, mas ouvi dizer de melhores fontes que algumas letras não são aprovadas pela censura. Sobre a censura… Bom, aí você realmente deve saber melhor do que eu.

2 – Diga ‘big deal’ aos familiares das pessoas que morreram pela causa socialista. Concordo plenamente quanto ao capitalismo, mas discordo do teor ‘quadrado’ de justificar os males da própria causa. Além disso, antes da existência do capitalismo seres humanos se matavam igualmente. Não é a esquerda ou a direita as que influenciam nisto, são outros sentimentos irresolutos e inerentes à psique humana. Assim que, se morrer um, seja pelo capitalismo, comunismo ou anarquia, a vida desse um conta igual para mim.

No mais, tentarei fazer de tudo, meu caro, para receber a recompense dos teus ditos, e não a desgraça! ;-) hehe

Abraxão, meu caro

Roy

Contra-Ataque de Jean Scharlau, quase nocaute

Em Cuba é um inferno viver??!!
Onde leste isso? Na imprensa busheta?
Recomendo dares uma olhada nos vídeos que o Azenha está colocando no You Tube,da sua recente viagem até lá, com suas filhas. O Azenha não é comunista e por vários anos foi o repórter do Fantástico aí nos EUA. Sabes quem é o Azenha pois te afiliaste ao SIVUCA. O endereço da TV dele é: http://www.youtube.com/profile?user=luizazenha
Roy Frenkiel alcança o jab
Certamente os verei, mas ainda assim, Jean, você deve perdoar meu ceticismo. Não porque não simpatize com sua causa, mas porque os testemunhos que eu tenho cabem ao meu juízo, interpretação e confiança. Você realmente acha que eu sou o tipo que confiaria nas informações da mídia busheta, como você diz? Se você algum dia leu o que eu escrevo, e conhece um pouco do meu ‘stand’ sabe o quanto isso soa incompatível. Quanto aos videos do Azenha e sua posição política, estou indo lá agora mesmo. Como disse, caro Jean, se algum dia eu mudar de opinião, eu admitirei sem hipocrisia. Mas por favor, não tente fazer-me acreditar, nem a ninguém, que um país que ainda usa a censura para ordem, cujo presidente é déspota e militar, só porque é o único país nesse seu e meu mundo de merda que se opõe ao cancer da política externa (e interna) estadunidense, é um bom país, ou tem como sê-lo.

Aos abrax,

RF

Roy Frenkiel fala sozinho
Vi, e você tem toda a razão se me diz que viver em Cuba não é o mesmo inferno que viver no Rio de Janeiro em certas regiões, cada vez mais regiões. Enquanto nosso governo negligencia, o governo deles limita. Deve haver um bem maior ou mal maior, mas deve haver alguma outra solução também, não acha?

Pelos video, não vi nenhuma situação potencial que suscitaria intervenção governamental de acordo com o que mencionei. Não vi o que fariam a alguém que discorda com alguma decisão anti-democrática de Fidel, nem alguma situação além de caminhadas de comportamento regular e comum até na Uganda, com falas mansas e pouco invocadas. No fim do video sobre a cultura Afro-Cubana, quando o tipo explicava sobre a antiga (sorte para ele que é antiga) proibição de Fidel à manifestação de sua arte, Azenha deu uma editadinha. Ou seja… Ao arco de uma vida, pelas falas de pessoas que cresceram e viveram por lá, pelas pessoas que sofreram por, por exemplo, querer algo diferente, seja o que for, é que se pode formar uma opinião, mas só pode ser objetiva caso eu a tivesse vivido à pele. No entanto, podemos aprender por testemunhos, certo? Ou melhor, sera que testemunhos humanos, julgando-se motivações, desejos, história de suas vidas, podem ser todos falsos e menos conclusivos do que os videos do Azenha? Complicado quando a história se reforma pela boca das pessoas, mas de todos os cubanos que conheci, incluindo meu professor de Filosofia, apenas um disse o que eu também sempre quis acreditar, que há justificativa ao totalitarismo imbecíl de Fidel e sua prole. Não consigo concordar, não me culpe.

Mais abrax

RF

Jens se mete, sem nexo
A saída, ONDE ESTA A SAÍDA?
(PS: niilismo, não!)

Resposta do C.O.R:
Olha aí, mais um exemplo de como a vida de nosso editor vem se passando. Ele vive de TPM, como ele mesmo diz, e aí não consegue mais ser cordial com os leitores, as leitoras, e o Jean Scharlau. Porra, desse jeito eu fico sem emprego, não por causa do Heinen, nem por causa da crise econômica, e sim porque o Roy tá mais Jiló do que eu. Cá entre nós, brigar pela Cuba é muito gay! Imagina, o maninho de Fidel deve estar contente. Raúl, um beijão no seu bigode! Agora, o painho deve estar preso no Reação até agora. Ô Painho Jens, quando tu não souberes sair daqui, tem que esperar até alguém abrir a porteira. Sái! Chispa! Xô!

Com crise de identidade, do Jiló

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Na Charge do Venâncio:

De Jens:
Assim caminha a humanidade nessa parte dos trópicos.
(Imagino os historiadores do futuro analisando a nossa época e perguntando-se estupefatos: mas eram todos imbecis?)

De Meneau:
Não, Jens. Alguns eram um pouco menos imbecis e desenhavam e escreviam para essa revista eletrônica...

Resposta do C.O.R:
Então, Jens, minha resposta seria parecida com a de Meneau, se eu tivesse entendido o que ele quer dizer. O mais importante é que a humanidade caminha, porque por mil anos não caminhou, e é pra uma era estática como tal que estamos, sem querer querendo, caminhando. A quem isso favorece? A políticos, que como o Meneau, falam, falam, mas as pessoas só pensam que entenderam o que ouviram (ou leram).

Cansado da Breca, do Jilo

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Na Coluna de Jean Scharlau

De Priscila

Jean...

Ah, Curuminho!
Doces palavras esse seu texto, gosto.
Então, mas se acaso vc quiser ter o "tesourinho" é simples, é só esperar até o sexto encontro, aí é gozo na certa.

Ou não!

Bjo

A Sacerdotisa Priscila

Resposta do C.O.R:
Precisa de resposta? Eita, Jean, esse é poder da sedução, manito, está com a bola (s) toda!

Impressionado, do Jiló.

________________

Na Coluna do Jens

De Jean Scharlau:
Cara! Tem uns editores aí em Nuiorque, Miame, que fazem mal a seus escritores, sabiam? O escritor, depois de um tempo fechado na sala de redação com o editor, convocado pelo próprio, sai mancando da coxa esquerda e lamentando baixinho: "ele me fez mal...". Eu nunca fui a Nuiorque, mas já vi uns filmes de imprensa e sacanagem, entendem?

Mas com o Roy, não. O Roy é um editor gente fina - olha como depois das reuniões o Jens tem melhorado o texto a cada edição (embora o achássemos o máximo desde o princípio). O Jens deve sair desenvolto e fagueiro dessas reuniões, gritando a quem queira ouvir: - o Roy me faz bem! O Roy me faz bem!

Bom... Em favor das reputações e com um alto sentido de auto-preservação, devo alertar os leitores que as referidas reuniões, seus efeitos, bem como minhas observações, são todas virtualíssimas, portanto virtuosíssimas e que não há pecado abaixo da linha do equador que possa ser cometido com quem está pra lá pra riba da tal linha, ainda que nenhum dos dois seja do tipo que anda na linha. Chega, falei demais.

De Priscila:

Pow, a gente pode criar uma comuna no orkut: " O Roy me faz bem!"...

Risos...

Jens, mesmo sem tema definido, tu és o cara...

beijocas


De Sandra Camurça
Texto maravilhoso! Voltaste com tudo, hein? Beijo grande.

De Claudia Cardoso
Eu acho que a política de catiripapo tb deve ser aplicada... ao Lula!
"Que negócio é esse de ter medo dos milicos?"
"Quem é o comandante em chefe desta p****?"
E dê-lhe catiripapo nas orelhas do presidente pelo povo que votou nele.
É isso aí, Jens, inspirando almas indignadas... risos

De Halem Souza (Quelemém)
Eu não entro nessa comunidade proposta pela Priscila, não. "Roy me fez bem"? Sei não...

Jens, estou propondo um Fórum de Debates entre os intelectuais do Bar do Nereu e os intelectuais do Bar do Dinei, taverna que freqüento aqui em BH, para juntos orientarmos o governo. O que achas da idéia?

De Jens
Fechado Halem. O pessoal aqui ficou aSanhado. Os treinamentos já tiveram início - nos dois sentidos: exercício de idéias e o levantamento de copo.
O RF ou o COR (também conhecido por Jiló) poderiam ser os mediadores. Tenho certeza que não vai ser um encontro pacífico. A turma aqui tem um conceito peculiar de democracia: discutimos tudo, mas no final a proposta vencedora tem que ser a nossa... caso contrário fazemos biquinho e não brincamos mais.
Um abraço.
PS: a Marisinha, nossa musa, adorou a idéia (conhecer gente nova, em especial do sexo masculino, é com ela mesmo.

De Jens
Assanhado, porra. (mais um revisor demitido).

Resposta do C.O.R:
Jean, não sei o que eu sinto por ti. Não sei se te respeito por infernizar a vida do editor bunda-mole, ou se suas idéias mirabolantes não estão causando é um estrago na cabeça (a de cima) do rapaz. A melhor é dizer que o Roy é gente fina, que depois das reuniões de pauta sái todo mundo feliz… Jean, você sabe como a pauta é escolhida? Roy acorda de manhã, cospe para cima, e onde cair o cuspe por cima do jornal ele destaca a informação e inventa uma pauta. Priscila, essa comunidade não iria render mais do que “Eu Acredito em Gnomos” ou “Maluf é Inocente!” Por falar nisso, você o conhece pessoalmente? Gente… Acho que xingar os leitores dá certo, e as leitoras então, adoram, ou me engano, Pri? Sandra ama Jens… BLARGH, prefiro porrada do que túnel de amor como em outras quinzenas… Pelo menos a Claudia tem a boca suja! Adoro mulheres de boca suja…

Fantasiando Sujeiras,

Do Jiló

Filosofia do Direito

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Sobre os super-salários do Poder Judiciário
Por Vinícius Pinheiros de Magalhães

Em recente decisão do Supremo Tribunal Federal, foi aprovada a manutenção de salários acima do teto fixado ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

Nesta quinzena do Reação, vou me concentrar apenas numa breve observação. Vou dispensar nossos estimados leitores da imediata indignação que a maioria dos cidadãos deve ter sentido. Como bem traduziu um cartorário que comentava comigo o assunto, “E eu que trabalhei a vida toda e nunca pude ingressar com ação para manter meu salário? Só mesmo pela via da greve!” Ele estava se referindo à desvalorização de seus salários ao longo dos anos... Só mesmo com greve, concordei.

É chocante a constatação de que o poder judiciário se coloca cada vez mais distante da população. De uma forma geral, “justiça” faz pensar numa relação de iguais no sentido de se manter a igualdade. Seguramente, a questão da igualdade possui uma série de complicações a serem enfrentadas, todavia, num vôo amplo sobre a questão, nos referimos a igualdade econômica e, senão plena, pois não nos dispomos a devaneios utopistas, pelo menos uma equiparação econômica entre os seres humanos.

A decisão do Supremo Tribunal Federal afasta ainda mais os juízes dos cidadãos. Cada vez mais elitizado, os altos salários são mais um dos sinais de que se trata do menos democrático dos poderes. Sim, pois seus membros não são eleitos popularmente e os mesmos gozam de estabilidade vitalícia. De modo algum os demais poderes devem ser poupados, mas o judiciário é um dos que menos pode ser controlado diretamente pelo povo. E mais aviltante é, no momento em que se propõem mudanças no poder judiciário, a vulga “Reforma do Poder Judiciário”, as alterações foram tão tímidas que pouca repercussão ofereceram. Haja vista mesmo a atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cuja atuação no sentido de oferecer um limite aos salários do judiciário foi diminuída com a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Prof Toni

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Ditadura Militar


Embora o ano de 2004 tenha sido pródigo em eventos relacionados ao golpe militar de 1964 tal episódio parece fadado a desaparecer da nossa história.

Tendo implantado uma feroz ditadura militar que perdurou até 1985, pelo menos, tal golpe não consta dos programas oficiais de história do ensino básico e, de forma assustadora, não se faz presente na memória da juventude, mesmo na semana da data maldita.

A revista CartaCapital que chegou às bancas nesta semana – Uma história fuzilada, nº. 438 de 4/4/07, páginas 22 a 28 – trouxe uma importante denúncia: os documentos dos “serviços de inteligência” militares – os órgãos que mais torturaram e mataram durante o período ditatorial – foram destruídos! Nas outras três grandes revistas semanais temos o mais completo silêncio!

Como podemos pensar nossa história recente se aquilo que foi escrito sobre ela está nas mãos de imbecis, com farda é verdade, que não querem que a sociedade saiba de suas atrocidades?

Por outro lado, parece-me que os programas de ensino de história estão compactuando com esse crime contra o país. Como os jovens poderão conhecer o Brasil se fatos marcantes e recentes de nossa história são atirados na lata do lixo?

As vezes tenho a impressão de que tudo que sei, além do pouco que vivi da Ditadura Militar no Brasil não existiu, é tudo fruto da minha imaginação e da de mais alguns tresloucados!

Poderia ficar aqui por páginas e páginas a falar das atrocidades que os milicos cometeram, da sua covardia na tortura, nos desaparecimentos, mas prefiro indicar algumas leituras para auxiliar aqueles que não conhecem essa mancha da nossa história recente.

Com ótimos textos e fac-símiles de documentos de época o site da FGV-CPDOC é indispensável! Clique aqui e leia com atenção! Outro site interessante é Mortos e Desaparecidos Políticos (clique aqui para acessá-lo). Nele você encontrará os relatos das atrocidades da ditadura com os nomes das vítimas, além de matérias atuais sobre o tema.Compensa também uma olhada no site oficial do jornalista, agora ministro do governo Lula, Franklin Martins (clique aqui).

A Agência Carta Maior também dedica uma parte de seu portal para tratar da ditadura militar no Brasil e notícias correlatas. Clique aqui para acessar a página.

O cinema também escolheu o tema nestes últimos anos, embora sem grande sucesso de público. Filmes como Cabra-cega, Zuzu Angel, O ano em que meus pais saíram de férias, Quase dois irmãos, dentre outros tiveram como cena principal ou de fundo a ditadura militar e seus desdobramentos (clique nos títulos para ler crítica ou sinopse).

Caso o obstinado leitor tenha propensão ao sadismo recomendo a leitura do “outro lado”, torturadores e mentecaptos que agiam em nome da defesa da “pátria, deus e liberdade”:

Mídia sem máscara e Terrorismo nunca mais (clique nos títulos para ter acesso aos trecos).Ambos afirmam que a imprensa brasileira está tomada por forças de esquerda que manipulam as mentes em favor do “comunismo internacional”, leve-os a sério somente se desejar ardentemente.

Quadrinhos de Venâncio

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Canto de Nana

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AÇÃO DE GRAÇAS
Por Nana de Freitas

Rezava sempre de pernas abertas. Por isso não ia à igreja há cinco anos. A família, patriarcal e tirana - como permite a lei social que seja qualquer uma que viva nos grotões daquelas terras -, impôs violência física, testou castigos e rogou pragas, a fim de arrastar a moça ao menos às celebrações da Paixão. Mas, firme como uma rocha, ela aceitou cada chaga sem se curvar à vontade do pai – embora ao Pai, o outro, garantisse render preces longas e freqüentes. E assim o fazia, sempre trancada e com as pernas abertas.

Manhã de domingo chuvosa e a missa das 7 soltava gente pelo ladrão, quando a moça, ainda menina, roçando na saia a vela com que pediria a cura do pai - convalescente de mal desconhecido -, testemunhou o que chamou de milagre. As quenturas lhe cobriram o corpo, os peitos malformados se enrijeceram e pensou até ter deixado escapar um suspiro, de dor ou algo que lhe valesse.

O transe coletivo do culto a salvou da censura das velhas, mas as pernas ainda tremiam no ajoelhar da eucaristia, um tanto úmidas, um tanto bambas. Ainda na igreja, acendeu a tal vela. Em casa, o pai esperava de pé, barba feita, faces coradas e um sorriso que não se via desde fevereiro.



Era abril quando Santinha descobriu sua singular maneira de fazer as preces. Desde então, sentia-se como quem carregava entre as pernas a sorte de toda a família. E rezava por ela com crescente fervor, em recinto fechado, sem companhia, acendendo sempre a vela em seguida.
Foi assim quando o irmão, Antônio, caiu do cavalo. E também quando o primo Firmino foi picado por cobra no pasto. A cada nova tragédia, a família corria à igreja e Santinha se trancava no quarto. Por se recusar a acompanhá-los ao culto, amargou até jejum de três dias, forçado pelo pai, em castigo. Não se importava. O jejum e a correia só faziam aumentar o vigor de suas preces e a determinação de manter em segredo seus dotes de beata.

A prole numerosa dos pais e os infortúnios da vida na roça lhe garantiam motivo quase diário às orações. Santinha, secretamente, se orgulhava em ver a família crescer livre das chagas do barbeiro, do impaludismo e dos agudos defluxos que chegavam a cada inverno.

Naquele domingo, entretanto, a família já seguia rumo à igreja quando Santinha - trancada no quarto, sem a roupa de baixo e com a vela em punho – percebeu que estavam todos bem. Nenhum acidente, doença ou desgraça se abatia sobre a casa. Até as brigas cessaram, com a madureza chegando aos mais novos. A comida era farta, a saúde era boa e nada lhe ocorria ali, já com a vela entre as pernas, que carecesse de sua intervenção.

Ainda secando no rosto as lágrimas que derramou ao perceber sua fé sem serventia, Santinha acendeu a vela. Lambeu o pranto no canto esquerdo da boca, arrumou o desalinho dos cabelos e sorriu, feliz por aprender a maravilha de orar por simples gratidão.

PS: A imagem é "Susanna and the Elders", de Rembrandt, e pode ser encontrada no site
www.rembrandtpainting.net

Eles Dizem, Nós Dizemos

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02/04/2007 - 08h39
Lula considera irresponsável a greve dos controladores de vôo
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da Folha Online

Eles dizem:
"Eu acho muito grave o que aconteceu. Acho grave e acho irresponsabilidade pessoas que têm funções que são consideradas essenciais e funções delicadas [paralisarem as atividades], porque estão lidando com milhares de passageiros que estão sobrevoando o território nacional", afirmou o presidente, sobre o motim dos controladores.

Nós Dizemos:
Quando o senhor era militante, as greves não eram graves… Não são graves as greves, mas mais graves seus motivos. De fato, é absurdo que não haja mais setores paralisados, de preferência populares, por parte da população. Os passageiros sobrevoando o território nacional que me perdoem, mas há irresponsabilidades maiores, como a que o pessoal do MST vem exigindo do senhor: Reforma agrária já!

Eles dizem:
"A gente não pode ficar assistindo na televisão todo dia milhares de pessoas sofrendo, esperando cinco ou seis horas, passando privações, pessoas sofrendo, pessoas chorando porque uma categoria se dá o direito de poder fazer isso [a greve]", disse Lula no programa semanal de rádio "Café com o Presidente".

Nós Dizemos:

Não podemos assistir pela televisão, TODO DIA, milhares de pessoas sendo assassinadas, estupradas, assaltadas; parlamentares corrompendo o sistema, roubando dinheiro; discordância entre o Senado e a Câmara, que impede a votação de medidas importantes, como o próprio PAC de Lula; e tantas outras jogatinas impunes, e sua indignação não pareceu nunca tão elevada. Caso fosse, o senhor chamaria de irresponsáveis o governo e a oposição pelas reformas que devem ser feitas e não são por motivos laterais.

Eles Dizem:
A greve chegou ao fim no início da madrugada de sábado, quando o governo cedeu às exigências da categoria.

Nós Dizemos:
Se os controladores de vôo foram tão irresponsáveis, porque o governo cedeu às exigências da categoria? Se cedeu às exigências, porque não cedeu antes da greve? Mistérios de logística governamental e institucional…

Eles Dizem:
De acordo com a minuta de negociação assinada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo … (os) envolvidos no protesto desta sexta não serão punidos.

Nós Dizemos:
O mistério continua…

Eles Dizem:
Lula seguia para os Estados Unidos --onde se encontrou com o presidente George W. Bush-- quando a paralisação ocorreu.

Nós Dizemos:
Nos 8 anos da administração “bushiana”, os sindicatos e uniões perderam mais força do que nunca, o 1% mais rico da nação retém 28% do PIB da mesma, os 3% mais pobres ficaram mais de 10% mais pobres do que eram, e a prioridade no orçamento vai para armamentos e milícia… Definitivamente, senhor Presidente Luiz Inácio, o senhor não conversa com alguém que se identifica com seu governo.

Eles Dizem:
No sábado (31), nos EUA, Lula falou sobre a nova crise e disse esperar que uma "solução definitiva" saia até a próxima terça.

Nós Dizemos:
E as outras soluções definitivas que o senhor prometeu? Sua presidência já passou da fase da mamadeira, fraldas, caminhar, falar e logo mais começa a se masturbar, e muito do prometido não foi feito. Será que o espaço aéreo do Brasil é mais importante do que seu espaço terrestre e as criaturas que o perlustram?

Charge de Venâncio

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O dia é do trabalho,
não do trabalhador, muito menos da trabalhadora.

Retalhos e Estatísticas Reativas

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Erro da Redação
Gilberto Gil arrasa Miami!

Ministério da Cultura
Gilberto Gil, para um cantor, é um excelente Ministro.

BBB
O próximo BBB elegerá os próximos ministros da Cultura, da Fazenda, e o Czar da Guerra estadunidense (esse foi o principal tema do último encontro entre Bush e Lula).

CPI no
Parlamento
Dizem que a música mais popular no Congresso é: “Vamos pedir piedade, senhor piedade!”

Não confundam
Não confundam as decisões do presidente do Brasil a quem vai ao segundo escalão, com a decisão dos espectadores do BBB a quem vai ao paredão.

O melhor do Brasil é
Tudo que os outros países sempre exploram antes.

Ecologia:
A lógica ecológica é a única solução! (LM Frenkiel)

O Brasil é um país ecológico. Anti-ecológico.

4 de cada 5 parlamentares são recicláveis, o 5o é o Clodovil.

Apagão Aéreo
Brasileiros se preocuparam muito com a crise dos controladores de vôo. Afinal, mesmo quem não pode pagar uma passagem aérea, está sempre viajando.

A Fome
Cada vez que 1 criança morre de fome na África, 1 criança no Brasil sente pena e morre também, em solidariedade.

Futebol 2007
20 dos 1000 gols que Romário pretende completar foram feitos ainda no ventre de sua mãe.

Clássico Argentino
Um dia é da bola, o outro é do boludo.

Entrevista Pasquiniana com Batone – LixoExtraordinário. Por Rodrigo Gerdulli

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Para entrar na lista dos melhores discos da década: LixoExtraordinário

Já aconteceu com você, tenho certeza. Sabe quando se desespera por estar saturado da música que tem em mãos e, quando busca por novidades, nada lhe satisfaz? Passei por essa fase algumas vezes, leitor, e saí dela em momentos que me lembro bem por ter conhecido os artistas e as bandas que mais marcaram e melhor definem — sou um aficionado por música — a minha personalidade.

Eis que me surge em mãos um disco:
• que se caracteriza por ser raro;
• que se caracteriza pela estranheza;
• que foge do usual e ao previsto;
• que é excessivo em intensidade.

Eis que me surge em mãos uma obra de arte que me deu sobrevida: LixoExtraordinário. Musicalidade eclética, arranjos elaborados, alta qualidade técnica e, acima de tudo, letras como não se viam há tempos!

(Obra disponível em
www.lixoextraordinário.com.br)
Conversaremos agora com Batone, o mentor do projeto.

Quem é Batone?
Batone é um professor de filosofia lá da Universidade Veiga de Almeida, no Rio. Já tive várias bandas e em razão delas assumi nomes diferentes que foram de N.A. à Indio do Brasil e então levei isso pra faculdade em que dou aula: quando cheguei me anunciei adotando o apelido de meu avô Batone, e deu certo, no início criou uma certa confusão burocrática no horário dos alunos, nos próprios departamentos, que nunca sabiam quem era o tal do professor Valdir Nogueira. Mas como além de filosofia, sou arte-educador e lido com uma oficina de artes cênicas dentro da própria faculdade, essa excentricidade do nome acho que até me ajudou.

O que é o LixoExtraordinário?
Todo lixo que oferece perigo de contaminação química, biológica ou radioativa é tratado como extraordinário, não tem um lugar que lhe seja próprio. É muito comum ver por aqui caminhões de lixo extraordinário circulando pelas ruas, geralmente com resíduo hospitalar. Por outro lado, lixo (no sentido literal mesmo) é a mercadoria mais circulante hoje na economia planetária periférica. E extraordinário tem a ver com sociedade do espetáculo, com os eventos vazios da economia do entretenimento. Me lembro sempre daquele verso do Lô Borges em Para Lennon e McCartney: “porque vocês não sabem do lixo ocidental” que tem a ver com tudo isso. Eu gosto do estranhamento que o termo gera quando aproxima essas duas palavras, que em outros contextos, como o da música, acaba sugerindo novos significados. Agora, quem soprou o nome mesmo foi meu vizinho aqui no prédio. Tudo caminhava pra “Batone e os acrobatas epiléticos”, mas esse negócio de nome na capa não faz mais muito sentido pra mim, até porque meu nome já vai aparecer bastante nos créditos, e acho meio cafona, então, ainda que não exista uma banda na estrada, tocando, chegamos a um consenso de grupo, eu, Júlio Anizelli e Mizão, que além do nome ser bom, batiza bem o processo de produção do disco, que usou do sucateamento que as bandas fazem entre si pra criar a cena musical de Londrina.

Como foi o processo de produção do disco?
O UP!Studio é a peça fundamental pra entender o processo. Ali circula uma turma de músicos tarimbados, de excelente formação técnica e que tem um cotidiano de trabalho que passa invariavelmente pelo UP!. O Júlio Anizelli, dono do estúdio, por sua vez, é um produtor musical que tem sabiamente usado todo o potencial dos amigos que tem à mão. Então o lugar já é parte da história musical de Londrina e já está se tornando referência para pessoas que nem sabem onde Londrina fica. Soma-se a isso a presença do Mizão, que é um dos músicos mais talentosos que já conheci e que assumiu o disco como um projeto pessoal. A partir disso começamos a ensaiar como banda, com o Mizão na guitarra, o Felipe Barthem no baixo, o Farinha na bateria e o Alex Corrêa no teclado. A gente conseguiu em duas semana criar as bases do disco. O Mizão passou a morar no estúdio junto comigo e foi assim as três vezes que saí do Rio para tocar o projeto em Londrina. O Júlio permitiu uma produção luxuosa: eu chegava, ia pro estúdio e de lá só saía 15, 20 dias depois. Eu e Mizão ficávamos acampados no estúdio e o Júlio chegava de manhazinha e saía de noitona. Foi trabalhoso e divertido ao mesmo tempo.

A qualidade técnica é impressionante. Quem são os músicos que participaram do projeto?
Além dos já citados e que fizeram a formação básica, o clima da empreitada era o de convites e participações especiais, porque todos que estão no disco são músicos da mesma geração que trabalham juntos em diferentes projetos. Freqüentam os mesmos bares e as mesmas mesas. Então, enquanto ensaiávamos com a banda, direcionando os arranjos, já pintavam sugestões de quem poderia participar de uma forma ou outra, e o legal é que num determinado momento, pela qualidade que estávamos obtendo com o desenvolvimento do disco, se incluir no projeto parece que virou uma coisa “cool”. Alguns amigos do estúdio apareciam por lá oferecendo equipamento como guitarras, amplificadores e pedais de luthier. Num clima colaborativo acabamos trabalhando com equipamentos valiosíssimos, de ponta mesmo. Tínhamos cinco amplificadores de primeira linha disponíveis no estúdio pra testarmos os timbres: um cabeçote Prosonic da Fender ligado a uma caixa blindada da Carlsbro, um amplificador mesa Boogie Mark IV, outro valvulado Supersonic da Fender e vários pedais de butique importados, além de guitarras de vários timbres que o Mizão usou. Sempre agradeço o Osmani Jr., que nos emprestou o melhor dos seus equipamentos pessoais, acompanhou de perto as gravações e solou em uma das músicas, aliás, uma que ainda vai entrar no site: Assombroso, Divino.

No decorrer do disco, nota-se uma grande quantidade de citações e referências. Quais são suas influências pessoais e quais foram determinantes no projeto?
Acho influências meio difíceis de mensurar, ainda mais num disco em que colocamos muito da nossa memória musical. O Mizão interveio fundamentalmente na sonoridade do disco e suas influências são referências bem contemporâneas. Ele me mostrou muita coisa, a gente ouviu muita coisa juntos e isso foi determinante a ponto de nos levar a assumir posições e responsabilidades mais definidas quanto ao resultado final do disco. Este inicialmente sugeria arranjos menos sofisticados, e uma produção esmerada mas simples, com a intenção de valorizar as letras e tornar o trabalho até mais digerível, no melhor dos sentidos. Entre a intenção inicial do trabalho e o som que conseguimos obter por fim, há uma guinada significativa. Houve um momento em que, se o disco ficasse estranho, todo mundo saberia quem apontar. Eu e o Mizão tivemos que insistir em algumas idéias que no começo dos trabalhos ainda não faziam muito sentido, pareciam destoar do que o disco prometia ser. Até que o Júlio sentiu que todos tínhamos a ganhar com isso e começou a dar o aval pra um monte de experiências (porque ele me conhece desde antes do Loboguará, minha antiga banda, e naturalmente tinha uma expectativa pra onde orientar a produção), aí ninguém segurou mais, o disco começou a soar coerente. Eu e o Mizão, durante todo o processo, debatemos muito sobre a concepção musical. Toda terça-feira no Valentino tinha a Terça Tilt, só rock freak “lado C” e a gente ia pra ouvir mesmo. Mostrei também as produções do Instituto, buscando referências de sonoridade; o Cidadão Instigado e o método tufo de experiências, que eu considero uma obra prima, foi uma referência forte pra mim.


LixoExtraordinário, embora incrivelmente eclético e de certa forma experimental, pode ser considerado pop?
Sim.

O LixoExtraordinário apresenta-se ao vivo? Há intenção de fazer shows ou sair em turnê?

É o que tenho mais feito agora, pensar soluções que viabilizem a banda.

Quais são as dificuldades para se gravar um disco independente hoje em dia no Brasil?
Encontrar os amigos que encontrei.

Como está sendo o processo de distribuição das músicas e de divulgação?
Inicialmente deixei o disco disponível no site e em outros portais de música, inclusive pra testar as próprias mixagens que já tiveram mais de uma dezena de alterações só no período em que estão no ar. A próxima etapa é começar apresentar o trabalho pra selos ou agências que possam nos ajudar a expandir público e viabilizar apresentações, que eu acredito que vão ser o ponto alto de todo o trabalho. Nos ensaios a banda já soava superpoderosa. Estou esperando uma conclusão de toda a arte gráfica, que envolve site, disco e desdobramentos pra começar a procurar patrocinadores dispostos a associar seu marketing ao desenvolvimento desse projeto.

Acredita que o futuro da música está na distribuição pela Internet?
Acredito, mas ainda é cedo pra prever de que forma isso se dará. A indústria da música nunca vai acabar, é muito dinheiro envolvido, uma cadeia inteira de produção em risco, e os números que sustentam essa indústria só estão se acomodando em mercados diferentes. Participei de um encontro que aconteceu todo esse mês de março no Rio chamado “Chappa Quente – Nova música, novas oportunidades”
http://www.chappa.com.br/index.php, que levou a discussão com muita competência e maturidade através de profissionais de expressão dentro do mercado fonográfico, e minha visão hoje é menos ingênua, as grandes corporações estão de certo modo permitindo que as coisas transcorram porque o processo vem também saneando práticas lesivas que a indústria por ela mesma era incapaz de extinguir, como o jabá, por exemplo. E todo o boom das evoluções do Napster só ampliaram o público mundial da música: nunca se consumiu tanta música como hoje. Esse processo tem levado também a um limpa de intermediários na distribuição física do CD, que até certo ponto não afeta a indústria e ao mesmo tempo redesenha o mercado e abre novas oportunidades de atuação. Temos que aproveitar esse período de democratização desses meios, pois nada garante que as coisas continuem assim indefinidamente, e tirar proveito dessa espera da indústria em se pronunciar mais contundentemente, pois é isso que tem gerado confusões interessantes dentro dos próprios conglomerados empresariais que fazem com que, por exemplo, a Sony Ind. continue criando softwares e hardwares de gravação de mídia com certa autonomia em relação à repercussão que isso pode ter na sua irmã Sony Music.

Sabe o que é Semi Metalic Disc (SMD)? Acha que pode ser a salvação da indústria fonográfica e, conseqüentemente, do público consumidor?
O grande problema da indústria fonográfica atual não é a invenção de uma nova plataforma física ou de uma nova tecnologia de mídia para imbutir a música. A preocupação com o futuro, as discussões infindáveis sobre o fim de uma prática, recaem exclusivamente sobre como fazer marketing nos tempos em que a música perdeu seu valor comercial intrínseco. O mercado da música está mais ativo do que nunca e consome seu produto vorazmente, mas já se desacostumou a pagar por ele. O SMD oferece uma solução barata pra competir com o mercado informal da pirataria, faz um grande serviço pagando todos os envolvidos na produção, que estão paulatinamente sendo reeducados a ganhar muito menos do que se ganhava anteriormente, o que acho perfeitamente normal, porém, para o consumidor, o SMD é ainda um produto insatisfatório, a embalagem é pobre e padronizada, sem encarte que possa dispor todas as informações generosamente, sem espaço pra uma arte gráfica mais elaborada. Atende uma demanda pra produção independente, mas não será adotada pelos grandes selos.

Conheço alguns de seus trabalhos anteriores e posso dizer que é um dos meus compositores favoritos. Nesta obra, creio que atingiu o melhor de sua forma. Apesar disso, já atravessou alguma crise? Como voltou a compor?
Antes de qualquer coisa, muito obrigado pela consideração. Tudo que compus foi explorando minhas vísceras, por mais ingênuas que fossem as letras, aliás, nas canções ingênuas a exposição beira o nudismo. Componho em crise, essa é a minha solução. Sempre fui fã do Arnaldo Baptista, quando ouvi Let it Bed quis abandonar o projeto de um disco. Quando conheci o trabalho do Bnegão quis parar de mostrar minhas letras. Mas compor é uma forma de me organizar internamente e evitar sofrimento. Minha primeira canção fiz com 8 anos de idade e é uma das melhores coisas que fiz até hoje. Só não gravei porque é preciso um contexto. Na minha infância, não ouvi música; assistia televisão, ouvia meu pai cantar Nelson Gonçalves. Quando queria cantar uma música inventava uma letra pra canções que minha memória registrava. Lembro de eu na quinta série cantando pra um amigo no pátio da escola uma letra absurda sobre planetas alienígenas com a melodia de “Até Quando Esperar” da Plebe Rude. Meu primeiro paradigma musical foi Sérgio Reis (que não é compositor, então foi o tipo de música sertaneja que ele representava), a adolescência veio com Legião Urbana, me tornei discípulo e abandonei a igreja com o Descobrimento do Brasil, nessa época, por ocasião das bandas que comecei a participar aprendi tudo que pude sobre rock, contracultura, pop e abandonei tudo quando ouvi Belchior tocando violão no teatro municipal de Marília. Queria só isso pra minha vida, ser como o Belchior, tocando violão de teatro em teatro pelo interior do país. O Loboguará inicialmente era pra ser outra coisa, era pensar Led Zeppelin tocando Tião Carreiro e Pardinho. Teve um tempo que fiquei ligado naquele universo latino-americano que aqui do Brasil só o Milton Nascimento sugeria possível. Minha relação com a música é a mesma que tenho com o cinema, se tem sinceridade eu gosto. Acho o rock um gênero pouco propenso pra sinceridade, mas chamo de rock tudo aquilo que me agrada, talvez por ativar um sentimento juvenil do qual não acredito mais. Sou um cara simpático pra evitar expor complexidades que já me convenci: não dou conta. Então a música serve pra abrandar essas sensações que o tempo vai nos pondo a pensar.

O que tem ouvido atualmente?
Tenho ouvido muito um som que eu não gostava e agora adoro: Jards Macalé, o disco “Aprender a Nadar” de 74 e o primeiro álbum de 72. A Gabi, minha mulher, escuta muito Tom Zé e por tabela tenho escutado muito ultimamente o “Nave Maria” , o primeiro de 68 que eu baixei pelo Brazilian Nuggets, site que eu recomendo a todos que gostam de álbuns fora de catálogo e curiosidades da música brasileira, alta qualidade o trabalho desse blog,:
http://brnuggets.blogspot.com/ , o último dele, o “Estudando o Pagode” também, Tom Zé é o que a gente mais escuta ultimamente em casa. Cidadão Instigado é minha banda atual preferida e estou aguardando ansiosamente o Júlio terminar a masterização do novo álbum do Grenade, o “Catch a Flyer”, que eu acho que vai ser lançado pela Slag Records em breve.

Conte-nos alguma curiosidade referente à gravação do disco?
Bom, em Super o Mizão pensou num timbre que sofresse modulações no transcorrer da música, o Júlio comprou a idéia e a gente foi numa loja de material de construção e com três calibres de mangueira, uns adaptadores, um pequeno retentor e uma caixa de madeira improvisamos um talk-box, isolando o twiter do ampli Supersonic. Aquele som de guitarra passa pela boca do Mizão e foi o que permitiu que no solo ao fim da música ele fizesse uma declaração de amor pra ex-namorada. Se vcs repararem bem tá lá. Algumas guitarras foram gravadas com seis fontes simultâneas de captação, usando over e microfones direcionais apontados pra dois cubos diferentes de guitarra. Combinamos um passeio pelo centro de Londrina num sábado pra colher efeitos sonoplásticos pra Acidente e demos sorte com uma apresentação de banda marcial de colégio que acabou aparecendo no final de Os Acrobatas Epiléticos. Em Trégua o efeito ficou bem sutil, mas gravamos o violão de doze e o cavaquinho num gravador de rolo e desaceleramos alguns pontos pra dar malemolência na batida, e aquele sax que entra ao fim da música era um solo do Paulinho de quase três minutos que a gente reduziu picotando aleatoriamente até chegar no formato que ficou.

E aquele recado, deixado na secretária eletrônica do estúdio, que vocês colocaram para fechar o disco? Infernizaram a vizinhança, hein?
Foi uma festa feita na casa do Filipe Barthem na virada do Ano Novo de 2005 pra 2006. Todos os músicos que participaram do disco deram uma canja que se estendeu até as 8 horas da manhã. Foi quando o vizinho achou extrapolante e deixou um recado até simpático. Com a masterização do áudio é que dá pra perceber que ele estava bem mais irritado do que inicialmente parecia. O Filipe fez a mesma festa na virada agora de 2006 pra 2007 e se chamou “2ª Maratona de Paciência da Vizinhança”, como sugeriu o nosso vizinho insone. Fico pensando como seria a sua reação ao se ouvir no fim de um CD, ele provavelmente nem imagina que ficou conhecido por uma galera.

Para finalizar, fique a vontade para xingar o chefe, mandar aquele abraço para a mãe, cobrar a dívida do vizinho e/ou qualquer outra coisa.
Agradeço a oportunidade que esta entrevista me deu pra comentar um disco que tenho muito orgulho de ter participado de forma tão privilegiada. Um grande abraço pra você, manda um abraço pro el escama, pro Paulo Mopho, pro Ozzy, enfim, é isso aí meu velho.

Foco-Vertigo,fotos de Ana Luiza Schifflers

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Essas pombas são dois índios e se dizem:
“A ver o mundo torto construído pela gente:

Esse mar já teve peixes, veja cá,
Que o reflexo do sol se esquece de
Seus peremptórios raios
Fazendo do mundo um espelho Ao avesso


Aqui, parece que a terra briga
Com a beleza de suas pedras
E o equlibrio de suas alcovas
Veja que a apatia lhes toma conta
Trafegam sem soslaios
Perlustram sem tocar-se mãos nem outra pele
Enquanto as pedras quase se equivocam e escorregam

E, à noite, encerram todos aos pés
Da deusa sutil e seus brilhosos canapés
Enquanto a lua compete em lampejos
Contra candelas e espermas artificiais
E a lua morre nas mãos de alguém
Sem nome nem face nem cor
Do outro lado do espelho atroz...”

Fotos de Ana Luiza Schifflers

CLAQUE-TE

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Estes grandes encantadores de platéias: os personagens
Roberto Queiroz

O cinema, desde tempos imemoriais, sempre teve a capacidade de nos emocionar – pelo menos comigo, aconteceu dessa maneira – através de personagens fortes e cujas mensagens ecoaram ao longo dos anos, criando com isso uma legião de fãs-clubes ao redor do mundo. Não é de hoje que nos surpreendemos quando nos deparamos na tela com interpretações célebres, mágicas, contundentes, às vezes mórbidas (e cabe aqui um especial parêntesis aos vilões que tantas maldades cometeram para encantar multidões de espectadores) e, em muitos sentidos, inesquecíveis. Basta que nos sentemos na sala de projeção com nosso balde de pipoca e nosso refrigerante a tiracolo para ficarmos extasiados diante de tanta imaginação, talento e, principalmente, poder de encantamento.

A primeira vez em que eu tive essa sensação de frenesi relacionada a um personagem foi quando Mel Gibson trajou as vestes do vigilante rodoviário Mad Max. Todo aquele mundo apocalíptico, com aqueles degredados morais, a corrupção desenfreada, a violência atroz, fizeram com que eu ficasse assoberbado diante do perfeccionismo futurista do diretor George Miller. Passados alguns anos, assisti com mais detalhismo a epopéia espacial Star Wars, de George Lucas (Luke Skywalker, Han Solo, Obi-Wan Kenobi, Chewbacca e o meu favorito, Darth Vader e a voz metálica de James Earl Jones, que nunca me saiu da cabeça, estavam lá formando o inconsciente coletivo do que seria o cinema a partir de então).

Como todo esse fascínio iniciou-se na minha fase adolescente-aborrecente-rebelde, não poderiam faltar, é lógico, os assassinatos assustadores do trio Jason Woohrs, Michael Meyers e Freddy Kruegger (jovem sem filme de terror não é jovem). Outro que também chamou a minha atenção logo de cara foi Indiana Jones (eu tinha até uma corda em casa que fazia o papel de chicote e eu ficava rodando ela dentro do meu quarto durante as minhas brincadeiras). O tempo passou, o dente siso cresceu, e com ele vieram os icônicos Rocky Balboa, John Rambo, o Capitão Kirk e o Dr. Spock da saga Jornada nas Estrelas, Michael Corleone – essa parte é curiosa: sempre tive mais fascínio pelo filho do que pelo pai, interpretado magistralmente por Marlon Brando – Blade Runner (eu sempre quis ter a nave espacial dele) e o pugilista enfezado Jake La Motta de Touro Indomável (aliás, cabe aqui dizer que Robert de Niro é mestre em construir personagens que me surpreendem: Louis Cypher, de Coração Satânico; Max Cody, de Cabo do Medo; Travis Brickle, de Táxi Driver, etc).

Há também aqueles casos em que os protagonistas são desempenhados por animais ou figuras estranhas, sobrenaturais, inanimadas, entre outros casos: Os Gremilins (destaque para a simpatia de Gizmo), E.T, os cães Benji, Rin-tin-tin e Lassie – esse último de uma importância fundamental para a história do cinema, pois foi através de seus filmes que conhecemos Elizabeth Taylor -, Flipper, o fusca Herbie, Christine, o carro assassino (obra-prima do mestre literário Stephen King), os robôs C3PO e R2D2 até o crocodilo Elvis da série televisiva Miami Vice, companheiro inseparável do agente Sonny Crockett. Com o surgimento e o avanço das novas tecnologias (CGI, Rotoscopia, entre outras) e a crescente crítica que vem sendo feita ao conceito de “atuar” no cinema, ficou mais fácil ainda admirar esses casos de personagens criados para o deleite da platéia com uma participação mínima ou nula do ator/atriz. Como deixar de notar o Jar Jar Binks de A Ameaça Fantasma, o Frodo da Trilogia O Senhor dos Anéis, o King Kong digital criado pela companhia de Peter Jackson e o leão Aislam de As Crônicas de Nárnia? São todos tão fortes, tão vivos!

De uns tempos para cá – após um longo período de adoração por Hannibal Lecter, para mim, o último grande gênio da vilania cinematográfica a mostrar a cara – tenho sido acometido por uma verdadeira paixão por tipos que fujam do convencional. Talvez por esse fato, tenha ficado fascinado com a maneira com que o diretor Martin Campbell abordou o agente James Bond no último filme da franquia, o recente OO7 Cassino Royale (uma figura mais embrutecida, rígida, destoando do glamour criado em torno do personagem pelos atores Sean Connery e Roger Moore), o pirata canalha Jack Sparrow feito por Johnny Depp na trilogia Piratas do Caribe (uma verdadeira ode ao gênero marginal pop, cretino, mas com classe), a noiva Uma Thurman em Kill Bill, criação nostálgica da mente anticonvencional de Quentin Tarantino e, por último, mas não menos importante, o mutante resmungão Wolverine de X-Men.

Eles estão por toda parte: rindo, chorando, confundindo nossas mentes, roubando, ajudando, matando pessoas inocentes, tramando conspirações, apaixonando-se (às vezes por pessoas do mesmo sexo), enfim, cativando gerações de loucos por cinema como eu que não conseguem simplesmente ver um filme apenas como uma sucessão de fotogramas. Precisam ter alguém forte, decidido a buscar no âmago da própria interpretação uma molécula que seja de genialidade. Genialidade essa que faz da sétima arte a obra-prima que ela é.

Roberto de Queiróz

Professorinha Silvia - Educando e Aprendendo

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Pais e Encarregados de Educação

A esta altura do ano lectivo já tenho alguma experiência com os Encarregados de Educação dos meus alunos, o que me permite agora uma visão mais objetiva dos diferentes géneros de pais que os meus alunos têm e que existem no nosso sistema educativo.

Há os pais que estão sempre, ou tentam estar, ao corrente do que se passa com o seu educando: verificam os testes, verificam se eles fazem os trabalhos de casa, perguntam aos filhos pelos momentos de avaliação, etc. Depois, deslocam-se à escola sempre que podem. São pais ocupados e não podem ir muitas vezes, mas é garantido e sabido que sempre que vão sabem porque vão e do que falam. Estes pais, os interessados, são pais que podem e devem perguntar aos professores (ou ao Director de Turma, no caso concreto) o que se passa com a avaliação dos seus filhos e tentar esclarecer o porquê desta ou daquela nota. Estes pais exigem dos filhos e exigem, e têm o direito, de exigir dos professores.

De seguida há os pais que nunca põem os pés na escola, nunca respondem às convocatórias do Director de Turma, nunca sabem se os filhos fazem ou não os trabalhos de casa e nem sequer vêm receber as notas dos filhos. Quando vêem que os filhos estão a ser castigados por algum mau comportamento, aparecem, fora de horas, na escola e dizem à Directora de Turma que não podem fazer isto ou aquilo com ele e que o seu filho julga que foi bastante injustiçado pois o comportamento denunciado não foi assim tão grave. O pior é que o filho acba por saber que tem as costas quentes e, no último período escolar, resolve que se pode portar mal quanto quiser uma vez que já tem as notas garantidas... E se não tiver as notas que acha que deve ter, o pai do menino interporá resurso de modo a que os professores lhe dêem as notas que lhe agradam. Neste caso os pais não exigem dos filhos mas exigem dos professores.

Temos também os pais que, de gostar tanto dos filhos, falham na parte mais importante: o castigo e a repreensão. O seu filho porta-se mal, tem negativas, não trabalha, os pais são informados, vêm à escola, dizem que realmente ele tem que ser castigado, que apoia qualquer decisão que os professores tomem, nem que essa decisão seja que ele passe os intervalos a limpar as mesas ou o pátio da escola mas, entretanto, vão dizendo que já não sabem o que hão-de fazer aos seus filhos. Ora, se os pais não sabem o que fazer aos seus filhos, que poderão os professores fazer? Estes são os pais que não exigem nem dos seus filhos nem dos professores.

Por último há os pais que, achando que entendem muito sobre a escola e a avaliação, se deslocam à escola bastantes vezes e tentam, directa ou indirectamente, ensinar os professores a avaliar o filho. Estes pais estão de tal forma convencidos que sabem mais sobre o trabalho de ensinar e avaliar que, ao ver que o seu filho tem muitas negativas no fim de cada período e ao ouvir que ele não trabalha e tem um comportamento desadequado na sala de aula e para com os professores, descarta logo o que a professora lhe diz, como se não tivesse qualquer importância, e diz que vai falar com o presidente da escola pois há coisas que não estão bem na escola em relação ao seu filho. Estes pais além de não exigirem dos seus filhos e exigirem dos professores, julgam que os professores percebem pouco do trabalho que estão realizar e tentam obrigar a escola a moldar-se à sua vontade de modo a que o seu filho possa passar de ano sem ter que levantar um dedo para o fazer.

Dos quatro tipos de pais que aqui apresentei, os meus preferidos são os primeiros. Durante três anos trabalhei com este género de pais. Pais que exigiam bastante da escola, que reclamavam pelos direitos dos seus filhos mas que também exigem dos seus filhos trabalho, empenho e resultados positivos. Não são pais que se contentem com a simples aprovação do seu filho sem que ele saiba ou tenha aprendido nada, são pais que exigem que os seus filhos estudem e aprendam e que apliquem esses conhecimentos de forma a obter os melhores resultados possíveis!

Sou de opinião que, se os pais exigirem dos filhos um bom comportamento, educação, trabalho e empenho, os professores poderão fazer o seu trabalho de uma forma mais eficiente e não terão qualquer problema em apresentar uma avaliação clara e o mais objectiva possível de modo a esclarecer as dúvidas dos Encarregados de Educação.

Como se tem dito ultimamente, a boa educação (em todos os aspectos - social e tambem da aprendizagem) começa em casa.

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