Wednesday, June 13, 2007

Mini Editorial, Mini R.C.

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Essa próxima quinzena continuará trazendo novidades e antigüidades, lentamente, ou aos poucos, ou devagar, conforme a necessidade. O R.C. segue precisando de sua paciência, mas também de sua cooperação. Continuem visitando, que o Big-Bang está por voltar a acontecer. Não é à toa que o início de nossas atividades deu-se em um 11 de Setembro…

Os textos abaixo caem em sequência, você lê um e, no final, vê o linque para o próximo. Que tal? Nova moda aqui na terra dos bagüal (sic).

Abraxão e até a próxima,

Roy Frenkiel
Mais uma do editor semi incompetente


Clique aqui para a charge do Bruno!

Charge do Venâncio 2

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“Se essa porra funcionar, olê-olê-olá, eu chego lá!”


Clique aqui para a Charge 1!

Charge do Venâncio 1

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“Vão se distraindo aí, vão se distraindo aê!”

Clique aqui para o texto d'A Sacerdotisa!

A Sacerdotisa

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O MITO DO CORPO PERFEITO

A sociedade atual é regida por ditames da moda, por padrões de estética, por padrões de beleza, de status, de conduta. No que tange à forma física, as pessoas buscam a perfeição do corpo, um físico magro, sarado, esteticamente saudável e, por conta disso, muitas pessoas tidas como normais vivem à margem do que é aceito pela mídia. Recebo diariamente propagandas dizendo: "emagreça fazendo isso, emagreça dormindo, faça isso, coma aquilo, isso, esse creme, aquele redutor," e os profissionais de marketing faturando alto com esse tipo de abordagem. A alusão ao mito da perfeição conduz principalmente mulheres a se submeterem a dietas mirabolantes, a sacrifícios em nome da beleza. E o que tudo isso tem haver com sexo ?

Infelizmente as pessoas associam sexo à forma física, e não digo que isso não seja o correto, mas só isso como fator dominante no sexo, torna o ato em si algo vazio e sem sentido, como duas massas corpóreas que se tocam e interagem. É sabido que o homem tem um prazer visual aguçado, porém é certo que, o que realmente conta na vida sexual e afetiva é o toque, o jeito de olhar, de se fazer sentir. E o que dizer das mulheres que sentem vergonha de tirarem a roupa na frente do parceiro por medo de que eles vejam suas celulites, seus culotes, suas estrias...

Por contrapartida o homem tem fixação com o tamanho do seu órgão genital, como se o tamanho falasse antecipadamente da performance sexual do dono. Vivemos numa sociedade imediatista, uma sociedade que rotula e excluí, e o que nós fazemos como seres conscientes da nossa realidade? Aceitamos as regras e vivemos sob os ditames dela, acatando as formas e maneiras de ser da maioria. Aceitar o sexo como uma expressão natural, é vivenciar livremente as diversas formas de se obter prazer, e amar o próprio corpo usando-o de uma forma generosa, utilizando-se dele para ser um veículo de prazer, de alegria e saúde. É o resultado pleno da experiência de se estar vivo.

O sexo desde os tempos remotos tem sido a forma mais gratificante de perpetuar nossa espécie e, além da função procriadora, a atividade sexual amadurece a psique. Em alguns casos, quando a sexualidade não é aceita e resolvida pode gerar transtornos e problemas de ordem psíquica. O mais importante na vida sexual é aceitar o corpo, usar-se dele para expressar e vivenciar o sexo como experiência única e muitas vezes mítica. No momento do contato sexual muitas energias telúricas e divinas estão conjugadas na forma mais densa de prazer, e o resultado dessa fusão alquímica são seres humanos mais felizes e plenos.

Agora, há casos que “Só Freud explica”.

Aristóteles da Silva em Devaneios

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Desde criança, um sonho me acompanha. Outros tantos se repetem, mas um é velho conhecido meu.

Vejo a imagem de um homem. Ele está bem perto de mim, dando-me as costas. Ele não fala, mas sei que quer me dizer algo. Aproximo-me e contorno.

Quando finalmente se vira, o homem não tem face. Sem olhos, nariz, boca e orelhas. Nada. Todo o rosto é apenas pele, sem nem mesmo alguns traços. Nem cicatrizes ou sinais da idade. Só pele.

O sonho é só isso.

Acabo acordando incomodado com a imagem. Um tanto perturbadora a figura que me convida a um susto. Apiedo-me do estranho sem rosto e ganho novo sono.

Não me dou a interpretar sonhos. Deixo a cargo de pessoas muito mais competentes para tanto.

No entanto, disponho-me a refletir sobre nosso papel. Nosso papel em casa, no trabalho, na rua... Vejo-me no trem que liga o ABC Paulista ao antigo centro de São Paulo. Somos tantos milhões. Em que meu papel na sociedade pode trazer mudanças?

Qual benefício ou malefício que proporciono? Nossa atuação tem efeitos tão difusos... Como estou colaborando pelo bem dos outros? Como posso fazer tudo valer a pena? Como atenuar, senão mesmo extinguir, as mazelas de um sistema econômico injusto e que expropria a vida dos trabalhadores? Um sistema que desumaniza, gera anônimos Severinos (com a licença de João Cabral de Mello Neto) e cria homens e mulheres sem rosto...

Clique aqui para ler coluna sobre o cinema de Queiroz, CLAQUE-TE!

CLAQUE-TE!

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Tá pensando que é história de mulherzinha? – o homossexualismo e o cinema
Roberto Queiroz

Ao nos depararmos com o cinema corajoso, nu e cru, violento e direto como vemos hoje nas telas, não nos damos conta da dificuldade que certos cineastas tiveram para trabalhar alguns temas. Dentre eles, o mais polêmico sem sombra de dúvidas, é o homossexualismo. Como fazer para mostrar na tela grande o amor entre dois iguais de forma pura, sem recalques ou estereótipos, se a própria sociedade sempre foi preconceituosa com as pessoas que assumiam essa postura? Como lidar com essa repulsa? Imagine então a dificuldade de um diretor como John Schlesinger para filmar Perdidos na Noite, retratando de forma bastante pueril a relação nada convencional entre um cowboy do interior norte-americano e um golpista da cidade grande que, juntos, enfrentam as dificuldades de um mundo onde todos queriam passar a perna em todos! De lá para cá - e já se vão mais de três décadas desde a produção dessa obra-prima – muita chuva passou por debaixo dessa ponte. Muitos beijos, carícias, doenças inclusive, foram trocadas entre parceiros mais variados. E o resultado disso foram películas diretas, fortes e sem meias palavras.

O maior exemplo dessa vertente que me vem à cabeça imediatamente é o diretor espanhol Pedro Almodóvar. Entre produções como A lei do Desejo e Má Educação, o diretor, conhecido por suas imagens realistas e sem máscaras, passeou pelo universo da exploração sexual nos colégios religiosos e pelo amor masculino sem barreiras (lançando um até então desconhecido Antonio Banderas para o mundo). Outros exemplos gratificantes desse tipo de cinema na América Latina são o cubano Morango e Chocolate, de Tomás Gutierrez Alea, um retrato desolador sobre a vida privada na ilha comunista de Fidel e o extraordinário Antes do Anoitecer, de Julian Schnabel, cine-biografia do escritor Reinaldo Arenas, homossexual e ativista político convicto. Entre as produções nacionais, merecem uma conferida O Beijo da Mulher-Aranha, de Hector Babenco (baseado em romance homônimo de Manuel Puig e que rendeu a William Hurt o Oscar de melhor ator) e o recente, mas não menos belo Madame Satã, de Karim Ainouz, sobre a vida do malandro carioca na Lapa dos anos 30.

Para aqueles que curtem o lado mais polêmico da questão e não apenas o relacionamento em si, vale a menção às produções Filadélfia, de Jonathan Demme, sobre o caso do primeiro advogado a ser demitido de sua empresa por ser portador do vírus HIV, o belíssimo (e meu preferido do gênero) Traídos pelo Desejo, de Neil Jordan, onde um agente do IRA se envolve com um travesti, fazendo com que reveja todo o seu estilo de vida, e os recentes O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, focado no amor pungente de dois cowboys num Texas que passa longe dos dias de glória do tempo dos westerns e Transamérica, de Duncan Tucker, sobre um transexual que se vê às voltas com uma paternidadedo passado, dias antes de uma decisão que mudará completamente a sua vida (no caso, a cirurgia para mudança definitiva de sexo).

Já para aquele público adepto do humor escrachado e das piadas de duplo sentido, melhor programa é se deliciar com as comédias A Gaiola das Loucas, de Mike Nichols – capitaneada pela dupla de comediantes Robin Williams e Nathan Lane -, o pasquim imposto por Stephan Elliot em Priscila: A Rainha do Deserto e seu mutirão de Drag Queens ou mesmo a sátira musical sobre os tempos da AIDS Paciente Zero, de John Greyson. E para aqueles que acham que pára por aí, estão redondamente enganados! Nunca o tema andou tão valorizado no cinema (que o diga o ator Philip Seymour Hoffman, vencedor do Oscar por Capote, de Bennet Miller, onde interpretou o escritor, gênio afeminado por trás de Bonequinha de Luxo e À Sangue Frio).

O cinema está deixando de lado o seu conservadorismo extremo? Talvez. Muito daquilo que sequer era discutido se pensarmos na sétima arte nos seus primórdios, hoje é cultuado com frisson e seguido por diretores de cinema em todo o mundo. Falta ainda muito chão para a consagração total? Com certeza! O caso do diretor Ang Lee, que recentemente viu sua obra-prima não sair laureada com a estatueta do Oscar ao final da cerimônia é um exemplo claro desse recalque que ainda existe – e, cá entre nós, sempre existirá - em algumas cabeças pensantes da academia. No entanto, acredito que com força de vontade e boas idéias dá pra se cortar metade desse caminho de injustiças e invejas e provar que não se tratam apenas de simples histórias de “mulherzinhas”. É preciso ser muito homem para se assumir verdadeiramente como é.

Clique aqui para acompanhar os Comentários da Quinzena passadae as Respostas do C.O.R!

Monday, June 11, 2007

Comentários da Quinzena passada, enquanto os outros textos não chegam à telinha!

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No Editorial

De Nana de Freitas


O Reação Cultural vai mudar... pra melhor, muito melhor. E eu prometo mudar também... rs, também pra melhor. Por exemplo, mandando meus textos com regularidade, desafio que assumo para o meu réveillon pessoal, que também está chegando. Também quero participar mais como membro dessa coletividade que é o Reação, mas isso - mais que uma promessa - é também um convite aos colegas das letras que aqui também se manifestam, né? Ao editor que não edita, meu compromisso, minha solidadiedade, minha colaboração e muito mais e tal e coisa... Abração pra todos!

De Acantha

História arrepiante, ROY. E comovente…

De Pirata, da Zine

Lembremos o saudoso e genial Chico Science: "E com UM passo eu já não estou no mesmo lugar".
Devagar e sempre, "sobrinho".
Baita abraço
meu

Respostas do C.O.R:

Alé, Alé, que seria algo como adiante em francês se eu soubesse falar francês. Como não sei, sái algo como apelido de Alexandre rimando a chulé, o que me atrái porque não faz sentido. Nana, querida Nana, você sabe que Nána nos idiomas médio-orientais significa menta. Ai, meus pensamentos estão confusos, infiltrados, não me ouça, não me ouça. Agradecemos à sua ajuda e, por favor, pague-nos, urgentemente, porque trabalhar para o Roy e ainda de graça é dose!

Acantha, como eu não tenho saco de ler o que o Roy escreve, e é o único artigo que eu ainda não li, não sei muito do que você está falando. Mesmo assim, volte sempre, porque eu sei que as boas palavras fazem sempre bem, mesmo que não pra mim.

Pirata, arrrrrrrrrrrr, grande Chico Science, caçamba, um passo e eu já não estou no mesmo lugar meeeeeesmo! Principalmente quando bebo, caso em que passo a situar-me em muitos lugares ao mesmo tempo, desafiando as leis da física.

Do bêbado no equilibrista, Jiló
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Nos Comentários da Quinzena passada

De Cássio

Haha... estou te devendo uma mesmo então!!!

De Heinen

Adoro os comentários do Jiló, mas nem liga para o Homer, todos sabem que o Homer não passa de um imbecil...ahuahua
Abraços

Respostas do C.O.R:

Cássio, me deve eternamente. Eternamente! (Risada sinistra ecoando ao fundo).

Heinen, ame-me porque nem minha mãe. Agora, depende do Homer, porque aposto que o do cartum argumentaria melhor do que o do comentário passado.

Procurando inimigos comuns, do Jiló
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Na coluna de Aristóteles da Silva

De Jens

Triste não é o país e o povo, mas sim seus governantes. Lula tinha tudo para chutar o balde e inverter a equação onde os poucos quem têm muito ganham mais e muitos que pouco têm com menos ficam. Fez algumas mudanças cosméticas, é verdade, mas o essencial permanece o mesmo (que o digam os banqueiros). Parece que o presidente quer mostrar à elite que sabe jogar o jogo dela com a mesma (ou mais) eficiência - "vejam, sou pobre mas sou limpinho".
Acreditei muito, acredito bem, bem menos, quase nada. Acho que a minha geração falhou. O pior é que as alternativas Psol e PSTU não me parecem viáveis. Por enquanto estamos condenados a mais do mesmo. Até os sem-terra explodirem de vez.

De Meneau

Bem, coerência não parece ser uma das maiores virtudes de Mangabeira Unger. Ele já foi Brizolista, Cirista (foi guru de Ciro Gomes), fora o "flerte" com Collor de Melo.

Agora acho que está no lugar certo: como observou ironicamente o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), quem sabe numa Secretaria de Ações de Longo Prazo, o Mangabeira reaprenda a falar o português...

Respostas do C.O.R:

Jens, painho, te amo e tudo mais, você sabe disso, é um amor até meio gay, apesar de eu ser um macho total, mas:

1 – Nem Lula tinha tudo para chutar o balde e inverter est caeteras.

2 – Sem sacanagem, mas algo me diz que a obsessão por cirurgias cosméticas era evidente nesse presidente.

3 – À não ser que os governantes venham do povo, a realidade de um nunca pode ser a realidade do outro.

Aí, opinei e disse!

Meneau, o dia que o Mangabeira aprender a falar o Português, o Vaticano legaliza a masturbação.

Sagaz até demais, do Jiló

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Na Charge do Venâncio

De Jens

Tá faltando gente aí.
(Não, seus maldosos, não estou falando do Lula - meu desencanto não chegou a ponto de compará-lo com o Bush. Refiro-me ao Tony Blair, que para sempre será lembrado como o sabujo de GWB.
No mais, o Venâncio é craque.

De Venâncio

é falta alguém...e é da família Bush...

Respostas do C.O.R:

É Jens, o Lula ainda não está aí, mas dá novos passos a cada novos dias.

Brunão, tá preparando algum dossiê aí a alguém que eu não conheço, rapaz? Que mistério!

Intrigado, do Jiló

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Nos Versos di Bernardi

De Heinen

Adorei a imagem e os lindos versos...
Abraços

Resposta do C.O.R:

Pelo que passarinhos azuis me contam, o Bernardi precisa de elogios, por isso resolvi que respondia ao seu comentário, Heinen, com o qual eu, pessoalmente, concordo.

Concordando como quase nunca, do Jiló

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Na coluna da Professorinha Silvia

De Peciscas

Fui professor até há pouco e posso dizer-te que após quase quatro décadas de trabalho, o sentimento de desânimo é de facto evidente.
No entanto, temos que pensar que, apesar de tudo, vale a pena insistirmos. Porque, se não for a escola a pssar essas mensagens de educação cívica e cidadania, quem será ?!

De De-Propósito

Um texto 'que me deixou a pensar'.
E não sei que mais dizer.
Fica bem.
Manuel

Respostas do C.O.R:

Peciscas e De-Propósito, não entendo de ciganos, entendo de privilégios baseados em raça, mas não desse assunto. Aqui sou obrigado a dizer: Vocês portugueses que se entendam!

Triste por não saber o que dizer, do Jiló
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Na Entrevista com Barry Gordon

De Jens

Um outro olhar. Belo trabalho.

Resposta do C.O.R:

Jens, quando Roy nos trouxe de madrugada às duas da tarde para ver a exposição em um sábado de sol e seca, xinguei a mãe dele, na frente dela, de nomes que ela nem sabia que existiam no latim. Aí expliquei: Dona Sônia, mãe tem duas, uma em casa, e uma na rua, ok? Ao que ela respondeu: Mas você está no meu quarto! Ao que eu calei a boca. A vantagem foi mesmo o belo trabalho de Gordon, que está de parabéns, que é bem mais do que eu posso dizer do Roy.

Com o rabo entre as pernas,

Do Jiló

PS: A Coluna do Jens foi campeã, mais uma vez, nos comentários. Mas, Dr. Nicomar Lael, advogado de Marconi Leal, me pediu que não os divulgasse até que os processos se acertassem. Obedeço o pedido sob ameaça de morte.

Ameaçado, Jiló

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