Wednesday, August 08, 2007

A Sacerdotisa e o Sexo Delicado


UM BRANCO CHAPÉU

Ela estava de férias, era uma jovem moça, bonita, inteligente.Gostava da praia, do mar, do sol, apreciava os corpos que iam e vinham andando pela orla da praia. Aos poucos percebeu um homem que a observava,atento a todos os seus movimentos, ele notou que ela o estava encarando. Ela se sentiu incomodada com aquele olhar, que mais parecia um punhal de tão frio, de tão ardente. Era estranho, aquele homem em poucos minutos a deixara intrigada e ao mesmo tempo excitada...

Para deixar um pouco de lado aquela sensação estranha, resolveu entrar no mar, ao voltar percebeu que o homem misterioso, havia ido embora...Ficou por algum motivo frustada, pensava que talvez ele falasse algo com ela, talvez ele a abordasse... Sentou-se novamente em sua cadeira de praia, e notou um pequeno papel com letras garrafais dizendo: Quero te conhecer! O meu telefone xxxx-xx.xx, Me liga. Seu coração bateu aceleradamente, ela estava de férias numa cidade estranha, não esperava ter nenhuma aventura sexual, não daquela forma, guardou o papel por via das dúvidas. Ao chegar no hotel, tomou um longo banho, no qual ficou lembrando daquele homem, do seu olhar, do seu jeito, ela sabia que intimamente, ele a havia excitado... Talvez seu jeito frio, distante...Ela não sabia ao certo...

Saiu do banho, e ao se tocar em frente do espelho, percebeu que ainda era bonita, tinha um seio rijo e firme, que dentro de suas entranhas ainda havia muito desejo, talvez fosse interessante viver uma nova aventura. O que ela tinha a perder? Iria embora daquele cidade dali a poucos dias, e como ninguém a conhecia podia se dar ao luxo de sair e ter muito prazer, sem medo e sem neuras, dessa forma resolveu ligar... Pegou o telefone e sentiu o coração bater acelerado, aquilo tinha o incrível poder de deixá-la excitada... - Alô? Oi, eu sou a moça da praia... - Olá, moça da praia, eu estava esperando você ligar.Eu quero você, mas com uma única condição, não quero saber seu nome, seu cargo, nada...Só quero ter você me meus braços, nua, te sentir. - Ah, mas assim? Hummm, melhor assim...Quando e onde? - Pode ser na praia ? - Ok...Às 20:00 na praia.

Se arrumou e saiu, ao chegar na praia viu um homem todo de branco, chapéu de lado, moreno bonito, era o mesmo homem, só que com mais requinte com mais glamour. Ele a cumprimentou, e pediu que ela se sentasse, ele havia preparado uma espécie de barraca na praia, de modo que ninguém veria o que estavam fazendo dentro dela... Tinha frutas, vinho, doces, salgado, um verdadeiro piquenique.... Ele a olhava com tanto desejo, que ela ficou encabulada. Começaram a conversar, ela estava curiosa, ele reticente... Não respondeu nenhuma pergunta pessoal, era impessoal ao extremo, lhe serviu uma taça de vinho branco e se aproximou, tocou sua pele com tanta suavidade que ela se arrepiou todinha. Ele a deitou na areia sobre o manto das estrelas e a possuiu devagar e apaixonadamente, ela nunca havia sentido tanto prazer, tanto desejo e tanta paixão. De manhã ao acordar, percebeu que estava sozinha na beira da praia, nua, olhou o sol que nascia e a praia que ainda estava vazia, percebeu somente que na ondas do mar um chapéu branco boiava no mar...

Então dentro dela , sentiu um aperto, um vazio no peito, quando pequena tinha ouvido história que diziam que o Sr. Ogum Beira Mar, se apaixonava por moças na praia e as encantavam, a deitavam na areia e nelas deixava uma semente...Um filho...Um filho de orixá, com as bençãos da Mãe d'água...Com bençãos de Yemanjá...

Agora ela sentia dentro de si mesma, uma força que brotava, dando uma nova razão `a sua vida, um novo recomeço... Ela nunca esqueceria, aquele homem de cor brejeira, sorriso maroto, gingado no corpo...

Para ler a poesia Di Bernardi, clique aqui.

2 comments:

Jens said...

Bonito e sensível, Pri. Aliás, igualzinho a você.

rouxinol de Bernardim said...

Como eu me lembro! Joguei fora o chapéu branco e... com ele... um mundo de emoção e de ternura...

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