Saturday, October 21, 2006

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Prof Toni

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Lula aumenta a vantagem, segundo pesquisa do DATAFOLHA

Eu não consigo entender esses romanos, digo, tucanos!
O picolé de chuchu transfigurou-se num lutador de rua no debate de domingo. Logo depois a
pesquisa mais “queridinha” dos tucanos anuncia o aumento da diferença entre este e o presidente Lula. Vejam o que os jornais noticiaram sobre o evento:

“A cúpula da coligação PSDB-PFL ainda está atordoada com a diferença de onze pontos registrada na pesquisa Datafolha em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cresceu nas intenções de votos dos eleitores de classe média da região Sudeste e ampliou sua vantagem no Nordeste. Os tucanos ainda buscam uma explicação para o fenômeno, na esperança de acertar o diagnóstico e corrigir o rumo de sua campanha no segundo turno. Alckmin, como sempre, minimiza as pesquisas e afirma que houve apenas uma oscilação, mas a tendência de ampliação da vantagem de Lula pode se confirmar ainda hoje, com a divulgação de pesquisa do Ibope encomendada pela TV Globo.”
Fonte:
Correioweb – 12/10/06.

No Globo a manchete é a seguinte:
Datafolha rebate críticas de Alckmin sobre pesquisa

Na Folha On-line tem uma análise interessante:
Debate liga Lula a corrupção e Alckmin a autoritarismo. Se verdadeira, dará argumentos aos que dizem que o eleitor de Lula é um “desavergonhado”, fato contradito em vários momentos da campanha eleitoral, mas de forma excepcionalmente brilhante por Marcos Coimbra na CartaCapital:
TESES EQUIVOCADAS SOBRE O VOTO EM LULA
Cinco idéias falsas que impedem a adequada compreensão de como se formaram as intenções a favor da reeleição

O Estadão (
O Estado de S.Paulo) continua com sua campanha tucana a todo vapor, mas nas entrelinhas.
Destaco abaixo trechos da notícia:
Candidatos não se aprofundam em temas na volta do horário eleitoral.

“Na volta do horário eleitoral gratuito, nesta quinta-feira, 12, as coligações dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin preferiram a cautela à troca de acusações. Diferentemente do tom imprimido durante o debate na TV Bandeirantes, no último domingo, Lula e Alckmin optaram por destacar, sem aprofundamento, as metas com as quais pretendem trabalhar, caso sejam eleitos.”

Se você se der ao trabalho de ler a matéria encontrará parte do que está dito nas linhas acima, pois ao comentar o programa do Alckmin está lá registrado:

“... a coligação veiculou o momento em que Alckmin pergunta a Lula sobre a origem do dinheiro encontrado em poder de petistas para a compra do dossiê Vedoin, que associaria tucanos à máfia das ambulâncias. O próprio texto do programa responde: "ou Lula sabia" e mentiu não saber ou o presidente não sabia, o que denotaria "falta de pulso" para governar o País.”

Ué? Mas ambas as coligações não tinham optado pela cautela e abandonado a troca de acusações?

Compreender o processo eleitoral brasileiro é tarefa por demais complexa. Por vezes uma sociologia rasteira toma conta dos “analistas” de plantão e tratam de simplificar tudo: pobres, analfabetos e burros escolhem Lula e o PT; ricos, com ótima escolarização e inteligentes, escolhem Alckmin.

Hélio Jaguaribe – com o brilho intelectual de um jumento – chegou a dividir o país em duas partes: uma, a maioria primitiva e ignorante, outra, a minoria moderna e sábia. Interessante notar, que essa divisão não apareceu quando a “maioria primitiva e ignorante” elegeu e reelegeu o príncipe dos sociólogos, ou ainda quando se analisa os eleitos em primeiro turno para os governos estaduais ou mesmo para o senado.

Antonio Carlos da Silva

Licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo. Docente desde 1993, é professor do CPV Vestibulares desde 2004. É autor do Material Didático de Atualidades para as turmas de Pré-Vestibular do CPV. Foi consultor do Portal Klickeducação.Atuou junto ao Núcleo de Educação de Adultos da Faculdade de Educação da USP, elaborando material didático para os professores, lecionando para o Grupo de Alfabetização Solidária e prestando assessoria para Prefeituras e ONGs.

Para Debater, escreva a ADMIN@REACAOCULTURAL.COM

Canto de Nana

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COTIDIANO

Por Nana de Freitas

Trabalhavam juntos desde que se conheceram, durante o processo de seleção da empresa, há pouco mais de 15 anos. Ele gostava de praia. Ela, de montanha. Ele era fã de Beattles. Ela, de Stones. Ele direitista. Ela, de esquerda. O moço absurdamente careta, a moça “sempre aberta a novas experiências”.

Entrou como estagiária, foi assistente, gerente, superintendente e agora dirigia um dos setores da empresa. Deixou de fumar maconha, deixou de acampar com os amigos, parou de beijar as amigas, neoliberou geral.

Ele já começou no processamento de dados, mudou de área, de interesses e de hábitos e acabava coroado como diretor regional de marketing. Fumou o resto da maconha dela, curtiu outros baratos, mas se enfarou. Aprendeu a acampar, transou com uma amiga dela – nada sério, nada fixo – fez yoga, relaxou.

Quinze anos da certeza de que aquilo nunca iria dar certo. Treze anos de amor intenso, sexo profundo. E vice-versa. Dois anos de um sentimento escroto a que chamaram “equilíbrio”.
Não mais falavam de si, pois que parecia - até a eles - que durava além da conta. Apenas sofriam dor aguda ao vislumbrar, em pesadelo ou sonho, momentos de ausência do outro. E seguiam assim, juntos, como que desafiando um suposto destino ou sem nada melhor a fazer.
Ele acordava sem fome. Causava-lhe enjôos o desjejum imperial da mulher. Suco, frutas, leite, pão, manteiga, queijo, geléia e tudo mais que ousasse fitá-la do fundo da geladeira. Cumpriam, diariamente, o diálogo exaustivamente ensaiado.

- Não sei como pode comer tanto pela manhã.
- Não sei como pode sair em jejum.
- Credo, Marta, suco, leite café… Blergh! Que nojo!
- Você é mesmo um fresco, Chico - e encerrava a discussão estendendo-lhe a língua coberta de papa, a fim de expulsá-lo de vez do banquete.
Meio período cumprido, era hora da revanche. O apetite daquele homem no almoço soava como afronta. Avançava sobre massas e carnes com a pressa de um batalhão de famintos. Para ela, salada verde e fruta fresca. Dois ou três goles d´água e o script ensaiado.
- Toda vez que almoçamos juntos penso em parar de comer carne.
- Depois de 15 anos, ainda não se decidiu?
- Ai, Chico, pelo menos mastiga antes de falar!
- Essa picanha é o bicho!
- Você é mesmo um grosso, Chico - e encerrava a discussão com o último gole d´água.

Fim do expediente, encontravam-se no carro. Costumavam vencer em silêncio os 13 quilômetros que os separavam de casa já ansiosos pelo início da desavença noturna. Mas não naquela noite.

Entraram calados, ficaram calados. Entreolharam-se por dois segundos - ela chegou a tomar fôlego -, seguiram em silêncio até que adormeceram, lado a lado, luz acesa.
Quatro da manhã, esbarraram pés e olhares na cama e se buscaram com fome. Esfregaram-se um ao outro com a maestria das putas e dos piratas, seus sexos em fúria. Desejaram-se tanto que dispensaram café e almoço, mataram o tédio e o trabalho num sem-fim de volúpia que se arrastou até a noite. Riram-se, juntos, do fôlego intenso. Dividiram, à tarde, um pequeno chocolate e encerraram o dia exaustos, massas inertes largadas sobre o tapete.

Ela acordou primeiro, correu ao chuveiro e, dali, à cozinha. Ele chegou minutos depois.

­- Não sei como pode comer tanto pela manhã.

Eram, de novo, felizes.

Porandura

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Poética Poranduba
Por Ademário Ribeiro em maestra iniciativa


KOYRA

(Rito de Iniciação da Criança ao Mito e Cultura da Tribo, Família e ou Nação)

Taujé kurumim, taujé (Bis)
Endé pyri mo-sã-sãia
Ta’ poranga Monangareté! (Bis)
Ejori angekyia oré
Oré r-eyî (Bis)
Mingó rekó rupi
Jandé koyr iá-bé!

Taujé kó-pir
Só kaá-bo
(jabê turuçu poryb
jabê ipó!)
Oré r-eyî (Bis)

...Nhe-mo-saraîa
monhang-kaú!
Jabê turuçu poryb
Jabê ipó:
Oré r-eyî!... (Bis)

...Nhe-mo-saraîa
Monhang-kaú!
Jabê turuçu poryb
Jabê ipó!




FOMOS E SOMOS

I
QUANDO o nosso coração de
ÍNDIO era pássaro
Voávamos pôr céus e mares com TEMBETÁ fulgurante
A Terra não era de ninguém
– ERA DE TODOS
E nos habilitávamos através dos Cantos Banhos
Danças Músicas Desenhos
Ervas e Pajelanças!

II
FOMOS uma GENTE que
através de Monangareté -
“Força Criadora” e seu Sopro Mágico,– ganhávamos a VIDA!...
FOMOS uma GENTE que se originava num Lago Encantado
FOMOS uma GENTE que se originava numa Terra do Céu
FOMOS uma GENTE que se originava numa Pedra Grande
FOMOS uma GENTE que
se originava e ressuscitava
Dos “toros” sagrados do KWARUP!
FOMOS uma GENTE
artesã - mítica - e- mística
Que coletava - caçava - plantava
E conhecia e CULTUAVA
uma Sabedoria Milenar
E com as Marés Rios Astros Ervas Plantas
Uiaras Curupiras Heróis e Espíritos
Vivíamos em HARMONIA e
TUDO era CULTO de VIDA!
FOMOS milhões e milhões
de irmãos distribuídos
Nas Terras do Pau-Brasi
e puros dividíamos
Kará Mandioka Koyá e Kauim!
FOMOS belos e fortes e
”DEUS” era

Maira Namandu Omamanì
Karu- Sakaibê Ninhò Ñhendevuruçu Iprere Kananciuê Mavutsinim
(nunca o azuado AUÊ do trovão ”Tupã”!)
FOMOS mãos dadas pelas
ALDEIAS nas FESTAS
Para PLANTAR para COLHER e para DISTRIBUIR os FRUTOS
à Criança ao Moço à Moça ao Ancião
E nos enfeitávamos de PENAS
FLORES MEL e PICUMÃ...

III
MAS, COBRA GRANDE
se aliou a ANHANGÁ:
E haja, caravelas cancros
cruzes e arcabuzes!
Atarantaram as Tribos de Pindorama/Abiayala
Em nome dos “progressos” dos reis da Coroa Portuguesa:
(Violaram - saquearam - Mistérios e Sonhos Sagrados
Inventaram – instituíram vícios
doenças e “pecados!”)
Bandeirantes, bandoleiros históricos, roubaram e destruíram
O Império Mágico das ÁGUAS SÓIS TERRAS E ARES!
Estupraram as nossas FILHAS
Aterrorizaram as nossas CRIANÇAS
Esquartejaram os nossos MOÇOS
Humilharam os nossos AVÓS
Como nos FAROESTES!...
O LUCRO abriu estradas sem-fim
E nas margens de AMERÍNDIA pesadelavam ali-aqui
Seus FILHOS - (nossos) IRMÃOS
Embora sonhássemos Montezuma
Che Lampião Tupac Amaru
Sandino e Conselheiro...
De tanto explodirem nossas cabeças
Nas bocas dos canhões por tantas Tordesilhas e Capitanias
o Sol e a Lua – Irmãos gêmeos – partiram ARURU para os céus!
Serpente Civilizatória
envenenou contra ÍNDIO:
Juiz Cachaça UDR FUNAI grileiro
Posseiro mineiro madeireiro seringueiro
E ainda Rouba o MUNDO NOVO inteiro!

IV
SOMOS muitos os Ajuricaba
Maroaga Marçal Sepé
Zumbi Katari
Ângelo Kretã e Pankararé
Nestes CINCO SÉCULOS de RESISTÊNCIAS e EMBOSCADAS
SOMOS muitos os dos Guetos Cárceres Canaviais Mocambos
Sertões Cidades Quilombos Favelas
buscando em Saga e Vigília:
Yby Marã-e’yma: “Terra Sem Males!”
Por todos os já TOMBADOS e REDIVIVOS na VIDA
dos que ESTÃO e dos que VIRÃO:
Abá am-iõ-te!

“Índio

Vai

Continuar

De

Pé!”


ESTADO DE PAZ

À Gilberto Dimenstein,
Às Meninas e Aos Meninos do Projeto Agente Jovem,
Aos Poetas, Arte Educadores, Brinquedistas, Oficineiros, Professores...
À Todos os Que Ainda Crêem e Aos Que Acreditam Que Não Mais Crêem.

Dia e noite com eles tantos
Divido a minha exclusão
De pai ou mãe desempregado...
Sou o menino de carro-de-mão,
Fora da escola, na porta do supermercado!

Sou eu, esse que perambula pela rua,
Vida colada pelos drops da ilusão!
Despregado aviãozinho, realidade crua:
Violência social – síntese da civilização!

Escarro, esgoto, extermínio
No berço onde nasceu o Brasil:
A velha colônia mantendo domínio:
Candelária, Galdino, Eldorado dos Carajás!
Hoje, muita: Favela, carnaval, polícia e fuzil;
Ontem: muito pau, pouco pano, pouco pão,
Muita saúva e pouca saúde:
Antigos e novos males são!!!

Somos os que estão na linha de frente
E há os que estão mais atrás.
Buscam também o direito de ser gente
E têm a utopia de um ESTADO DE PAZ!

Mas, nas oficinas e na rua,
Invertemos o modelo de “cidadãos de papel”
E, num entre sai sol e vem a lua,
De “Cidadão”, passo a ser Autor e não réu,
Pois mãos e corações com poesia e murais
(Constróem e redesenham):
UM CONCRETO ESTADO DE PAZ!!!



(Do prefácio à edição original: Com esta 4ª Edição (digital ou xerográfica), em 2006, já se passaram 20 anos da publicação de Sopros & Flexas, e, por fim, o poeta Ademario Ribeiro desengaveta Poética Poranduba – Eco – Étnica, que teve seu lançamento em 2001 por causa de uma arapuka sedutora, engenhosa e generosa de Carlos Pronzato e Olimpio Serra. Sua intenção era em 1986 trazer à lume seu livro Eco-Indigenista – Multilíngue, com poemas tematizando os Índios no Brasil, todos em línguas indígenas tais como: (Karajá, Kaingang, Pataxó, Kiriri, Wapixána, Maxakali, Kamaywrá, Yanomami, Kiriri, Guarani, Kulina, Zuruhá, Guajajara e que entre outras, predomina a Tupinambá ou Tupi Antigo), todas traduzidas para o português. Como deu com os burros n’água por falta de incentivos para esse que era uma síntese poética de seu pensamento, pesquisa e contribuição às Tribos no Brasil, resolveu abreviar a espera, nos antecipando, ora, com o Poética Poranduba – Eco – Étnica.)





Ademario Ribeiro, poeta, teatrólogo, ambientalista, pesquisador dos povos indígenas no Brasil e de cultura popular, produtor artístico-cultural, artista e diretor teatral- - DRT 443/78. Baiano de Miguel Calmon e filho de Alberto Severiano Ribeiro e Amélia Souza Ribeiro. Ao longo de 3 décadas desenvolve projetos socioeducativos, culturais, artísticos, ambientais e indioafrodescendentes. Membro fundador e vice-presidente da ALARME: Academia de Letras e Artes da RMS, fundador da Associação de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia, fundador e colaborador da Associação Muzanzu do Quilombo Pitanga dos Palmares e fundador-presidente da ARUANÃ - Associação para Recursos Ambientais e Artísticos –
www.aruana.org.br - sediada em Simões Filho - Ba.

Contatos com o autor:
71 9951 9212 - Telefax: 3296 4857E-mail:
ademarioribeiro@aruana.org.br

Sunday, October 15, 2006

Index 2

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1 – A Mulher de Sardas colabora mais uma vez com uma crônica de verdadeira Reação em Vênus Contra-Ataca. Clique aqui, para saber mais






2 – O escritor do blogue ArteFree faz uma verdadeira homenagem aos Beatles com seus textos. ArteFree também reage! Clique aqui para saber, afinal, Por quê os Beatles?





3 – Silvio Vasconcelos tece a triste e tão real Tabela Prática da Vida Humana. Para saber quanto sua vida vale, clique aqui





4 – Roberto de Queiróz colabora mais nesta edição. Nesta, nosso assíduo e sagaz critico cinematográfico explora a Nova Menina do Meio Oriente. Para ler, basta clicar aqui


5 – Joaquim dos Santos povoa nosso Canto dos Versos, graficamente, falando sobre o Oriente Médio, mais uma vez. Leia, clicando aqui





E em quatro dias novos textos antes da renovação da quinzena! Aguarde a crônica de Marconi Leal, a colaboração surpresa de Professor Toni professando o segundo turno e as eleições ainda em destaque. Você não pode perder a Poética Porandura de Ademário enquanto sabemos que os indios são eternos, e os eternizamos em Reação. E a cereja no topo de nossa revista eletrônica com Nana de Freitas e o Cotidiano. Ate la, mais abrax, do editor que não edita!


Venus Contra-Ataca

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O BICHO VAI PEGAR
Por Camila Canali Doval

Em época de eleições a gente dá pra essa coisa de pensar no mundo. É duro ter que ouvir propaganda eleitoral, ter que engolir esses barracos que eles aprontam, ter que escolher entre a cruz e a espada na hora de votar. É o ruim ou o muito ruim ou o decididamente ruim e por aí vai. Nestas eleições, ao menos, parece que o povo mudou a postura. Ou, ao menos, está tentando mudar. Aqui em Porto Alegre não teve adesivo no carro, discussão na esquina, lágrimas, fúrias e decepções. Está todo mundo espreitando. Com exceção dos cabos eleitorais de sempre, o povo ficou de canto. Ninguém quer dar a cara à tapa. Ninguém quer arriscar se iludir publicamente. Todo mundo sabe que nenhum candidato presta e que a política está mesmo uma M.

E não é só Porto Alegre, não é só Brasil. No mundo todo, a situação está caótica. Estados Unidos e Bush, ninguém agüenta mais ouvir falar. Ninguém mais tem taras com o sonho americano, só as peruas decadentes de plantão. Ir para os EUA, fazer parte daquela cultura, viver sex and the city, eu? Por favor, se é para ficar se iludindo com as porcarias do show business enquanto o governo barbariza, fico por aqui. O mundo acabando lá fora enquanto as mulheres - e os homens – só querem saber da bunda da J-lo. Bem, pelo menos nisso existe uma comunhão.

A bagunça segue no Oriente Médio. Guerra, sangue, loucura. Não dá para entender. Quer dizer, dá para entender, tudo tem motivo, tudo tem razão, mas tudo já excedeu minha capacidade de compreensão. Eu tentei, no começo, mas não dá mais. Transcendeu o real. Transcendeu o palpável. Agora é só olhar pela TV e lamentar, como lamentamos a notícia da alta do dólar, da queda do dólar, do dinheiro do dossiê, da atriz sem calcinha, da queda do avião. Até que a queda do avião abalou um pouco. O resto não faz efeito sobre a anestesia geral em que estamos mergulhados. Lamentar é tudo o que podemos fazer.

E não é que assassinaram as criancinhas amishes? Além de tudo, além de todos, uma criatura vai até uma vila de pessoas alucinadas que vivem como se estivessem no século dezessete, desesperadas para manter qualquer coisa de não-mundo no seu mundo, e mata as criancinhas. Ai ai ai. Chegamos naquele ponto em que os malvados têm que quebrar a cabeça para pensar em algo que ainda ninguém fez. Só um pouco mais chocante. Só um pouco mais cruel. Um pouquinho, só, mais doente. Sempre dá.

E eu aqui em Porto Alegre, caminhando, todos os dias, na ida do trabalho para a academia, sobre o túnel do PCC. Isso mesmo, eles chegaram aqui. Nem precisei ligar a TV. Reality show ao vivo. O Big Brother está em todo lugar. Alguém aí já se inscreveu? Me parece um bom lugar para passar umas férias. Longe de qualquer informação. Longe de notícias. Longe da vida real. A Globo sempre pensa primeiro.

Mas, no meio de tudo, uma boa notícia para os otimistas de plantão: o Papa manteve o limbo no limbo, pelo menos por mais um tempo. Grande Papa! Sempre fazendo coisas úteis, sempre se manifestando apropriadamente, sempre se ocupando das grandes causas. Homem abençoado. Não consegui entender direito se as criancinhas irão direto para o céu ou se correrão o risco de ir parar no inferno, junto aos políticos, terroristas, loucos e diretores de emissoras televisivas. Pobres criancinhas. A corda sempre estoura no lado mais fraco. Elas ainda implorarão a volta do bom e velho bicho-papão.

Por favor, não pensem que sou toda assim, mal-humorada e sem perspectivas. Eu tenho perspectivas. Eu sonho com um mundo melhor. Não acho que Buda, Cristo e John Lennon foram apenas um bando de aloprados. Eu também imagino as coisas melhores. As pessoas melhores. Todos vivendo em paz. E tenho grandes esperanças. O povo está reagindo, o gigante adormecido está dando sinais de vida. Quem sabe esse estado de choque em que estamos mergulhados não significa que as coisas, finalmente, estão nos afetando? Que estamos entendendo quem, onde e por quê? Digo afetando, mas não que antes não afetassem. Digo afetando, no sentido de que estamos percebendo que podemos fazer alguma coisa. E para começar, deixando de aceitar. De acatar. De permitir. Quem sabe? Essa barbaridade – como nós dizemos muito convenientemente aqui pelas bandas do Sul - tem que acabar.

Vou aguardar até o dia do segundo turno. Vou aguardar os próximos mandatos. Vou aguardar o pronunciamento da Vossa Santidade. Vou aguardar, sim, mas não em estado de inatividade. Vou pensar, planejar, programar minhas ações. Vou terminar meu estágio, me formar, ser professora. Vou ensinar o que venho aprendendo. Vou passar adiante a minha vontade de não deixar as coisas como estão. Agir conscientemente, essa é a resposta.

Nenhuma ação fica sem reação neste mundo. Principalmente o voto. E isso não é papo pra assustar criancinhas.



Camila Canali Doval, Mulher de Sardas, provável escritora, futura mãe de pequenos Caios, moça de família de comercial de margarina, quase formada em Letras, blogueira de plantão, taurina em alto grau (vide defeitos do signo), 26 anos de idade, infinitos de sonhos, incansáveis de busca, repletos de vida. Uma mulher de sardas assumida, apaixonada e feliz até onde pode e, olha, pode muito.

ArteFree colabora Aqui!

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Por quê Beatles?
Foto tirada daqui

Quatro moleques doidos por Elvis, que gostavam de comer frango no palco enquanto tocavam, e ganhavam uns tostões tocando, basicamente, música cover. Fizeram uma viagem à Alemanha para se apresentarem em bares e lá ficavam acordados à base de drogas estimulantes. Num destes bares, seu guitarrista foi preso: tinha apenas 17 anos (era contra lei menores tocarem em bares).

Quatro meninos que acabaram se tornando o acontecimento musical mais importante do século XX. Nada influenciou tanto a música popular quanto os Beatles, nada influenciou tanto a moda quanto os Beatles, nada influenciou tanto a indústria artística quanto os Beatles.

Interessante pensar que o século que acabou passou por mais transformações neste curto período do que qualquer outra época da humanidade. Foram duas guerras mundiais, inversões de poder mundial, quebradeiras em bolsas que quase levaram o mundo a caminhos mais escusos do que este em que vivemos. Mas, principalmente, foi o século em que a individualidade surgiu em sua forma mais plena e mais bela.

As mulheres queimavam sutiãs nas ruas, adolescentes colocavam flores em canos de fuzis. E jovens cantavam rock ´n roll.

Beatles começaram cantando músicas simples, de quatro acordes (quando muito). Mas mesmo nestas músicas que muitos consideram não tão importantes, vemos mudanças significativas. Já não se falava daquele amor distante, de um rapaz que idolatra uma mulher inalcançável. Falavam de amores palpáveis, desilusões reais, homens que deixavam mulheres; deixaram de lado o platonismo poético tão comum até hoje.

Depois veio o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, marco da música ocidental. Para começar, a produção ficou a cargo de Karlheinz Stockhousen, músico erudito contemporâneo considerado por muitos o Beethoven do século XX. As músicas e a concepção do disco retratam uma história que se desdobra ao longo das canções, de uma linearidade genial. Mistura música erudita com popular; e tem a última música feita em conjunto pela dupla Lennon e Mccarney: She´s Leaving Home.

Depois de Sgt. Peppers, um ótimo disco que teve uma péssima recepção do público, Magical Mistery Tour, dá início a fase individualista da banda. Não eram mais aqueles quatro bonitinhos de Liverpool, mas seres imersos em sua introspecção, barbas e drogas, cuja percepção sobre o tamanho de sua fama começava a ficar mais clara.

Não nos iludamos. Nenhum dos quatro Beatles era grande instrumentista. Quando a banda começou, Lennon pensava que guitarra se tocava com quatro cordas (Harrison o ensinou o certo). Paul, o mais musicalmente versado, teve praticamente que descobrir como se tocava baixo, já que baixo elétrico começou a ser fabricado na época em que os Beatles se juntaram.

O que fazia a banda ter essa magia que impressiona até hoje é a junção de quatro elementos. Um grande poeta, um compositor fantástico, um guitarrista perfeccionista e um baterista que criou praticamente todos os grandes riffs populares de seu instrumento.

Beatles é um assombro comercial. O que dizer de uma banda que acabou em 1970 e ficou em primeiro lugar do ranking dos cds mais vendidos em 2001? É a banda com mais músicas regravadas por outros artistas. Paul McCartney foi o primeiro (e até agora único) músico da história a tocar ao vivo para o espaço! Sim, o músico, no meio de um show na Califórnia em 2005, parou de tocar. Abaixaram um telão que mostrou um vídeo ao vivo com os astronautas Bill McArthur e Valery Tokarev, que estavam acordando. Então Paul deu bom dia e começou a tocar Good Day, Sunshine.

A última fase, que acompanhou os quatro em suas respectivas carreiras solo, foi a fase política, engajada. Perceberam o tamanho de sua fama e o poder que teriam em mãos e passaram a usá-la em defesa de outros. All you need is love, Give piece a chance e How Many Peaple são algumas das canções dessa fase.

Aqueles quatro moleques doidos por Elvis, a essas alturas, já tinham músicas suas regravadas por Elvis. Já tinham o mundo em mãos, e um deles, o poeta, chegou a ser morto por isso. Não há como pensar a música popular atual sem pensar em Beatles, sem pensar em Lennon, sem pensar em McCartney, sem pensar em Harrison e sem pensar em Ringo.

Entender o fenômeno Beatles é entender a nossa geração e a de nossos pais. É entender a história e o histórico de atitudes que guiaram estes quatro músicos e seus milhares de fãs pelo mundo. As novas bandas de rock, que hoje não passam de conjuntos de adolescentes mimados e extremamente chatos, poderiam ouvir um pouco mais dessa banda que ainda vende tanto, e que ainda fala tanto.

Luciano Piccazio Ornelas é editor do Blog Arte Free

http://artefree.blogspot.com/

Silvio Vasconcelos

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Tabela Prática da Vida Humana




Quanto vale a sua vida? Depende de sua nacionalidade, etnia e religião. Explico...

Se você é um americano e perdeu alguém nos atentados de onze de Setembro, em troca de seu ente querido você tem o direito de receber sessenta corpos iraquianos ou afegãos. Não é ótimo?

Se você é israelense e tem um primo soldado que seja seqüestrado, a promoção é imperdível. Sem que ele seja morto, você pode receber cem corpos libaneses, ou, pasme, até quatro corpos brasileiros! Só não pode escolher, nessa promoção só valem corpos de origem árabe.

Se você é africano, poderá participar do PRETHU (Programa de Retirada e Extermínio Total de Humanos). Reúna vinte amigos que também sejam jovens, negros, famintos e soros-positivos e poderão ser enterrados numa mesma vala comum, haja visto que ainda haverá oitenta outros para enterrá-los. Mas aproveite logo, pois em breve será o contrário. Serão só vinte para enterrar os outros oitenta que morrerão de fome ou falta de assistência às vítimas da Aids.

Agora, se você é morador do Canadá, Nova Zelândia ou da Europa, a cotação está ótima. De cada cem mil habitantes, menos de cinco serão assassinados no próximo ano. Se for brasileiro, carioca, ou mesmo habitante de qualquer cidade satélite das metrópoles brasileiras a cotação está em cem mil por cinquenta no mínimo. Ou seja, a cotação está dez por um. Imagine só: de cada morto branquinho você recebe imediatamente dez corpos cheios de ginga e alegria!
Uma barbada!


Sílvio Vasconcellos, 44 anos, vive em Novo Hamburgo RS, Brasil e é administrador de empresas. Desde 2005 mantém dois blogs na Internet: Uni-verso In-verso e Contos & Encontros onde exprime sensações poéticas e textos que exploram os limites do ser humano, experimentando sentimentos em primeira pessoa ou descrevendo como um espião o desenrolar de seus personagens.


CLAQUE-TE

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Oriente Médio: A nova Menina de ouro do cinema mundial Por Roberto de Queiroz



A Primeira vez que assisti ao filme O Expresso da Meia Noite (The Midnight Express, de Alan Parker), sobre a história de um jovem que é condenado a prisão perpétua numa penitenciária turca por tráfico de Haxixe, eu tinha por volta de meus treze anos.

Naquele mesmo dia, conheci um homem de idade (Sr. Nélson) que me falara pela primeira vez de forma madura sobre a situação do Oriente Médio. Após aquela verdadeira aula de história informal, me perguntei: será que algum dia verei um filme sobre a situação desses países, produzido por um diretor da própria terra?

Anos mais tarde, Deus (ou Alá, para os seguidores daquelas inóspitas terras) mais a boa vontade de alguns fantásticos cineastas começaram a atender meus pedidos.
Nunca fui contra filmes sobre as guerras santas, conflitos palestinos, sagas em busca de redenção, realizadas por diretores americanos e europeus (há até bons exemplares como o recente Syriana, de Stephen Gaghan e Soldado Anônimo, de Sam Mendes), mas nada se compara a história contada por aqueles que sofreram os atos bárbaros. Com a abertura oferecida pela globalização, milhares de espectadores podem se deliciar com verdadeiras obras-primas de baixíssimo orçamento e de qualidade estética inigualável. Como retratar um território marcado por fanatismo, lutas sangrentas, discussões ideológicas e, principalmente, onde ser um homem-bomba pode se tornar um atestado de heroísmo para muitos cidadãos?

Basta que um casal de noivos viva em regiões diferentes do mesmo país para que tudo acabe em guerra (como se pode ver em A Noiva Síria, de Eran Riklis), ou que um grupo de imigrantes ilegais se afobem e atravessem via mar em Israel antes dele ter se tornado sequer um estado (mote central de Kedma, filme o sempre arrojado diretor Amos Gitai), ou até mesmo para impedir uma irmã de se suicidar, fazendo com que uma mulher exilada seja obrigada a retornar a sua pátria-mãe que nada fizera de bom por ela (como percebido na belíssima produção A Caminho de Kandahar, de Mohsen Mackmalbaf).

Muitos grandes astros hollywoodianos têm se rendido a esse viés cinematográfico. Caso de Natalie Portman, que ajuda uma amiga recém-conhecida num passeio a encontrar seu marido, devedor contumaz, em Free Zone (também dirigido por Amos Gitai). Em contrapartida, há também produções dessa região que atingem notoriedade mundial, como, por exemplo, o extraordinário Paradise Now, sobre as escolhas e destinos de dois homens-bomba, dirigido por Hany Abu-Assad (candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) e Osama, do diretor Siddiq Barmak, que nos traz a trajetória de uma garota que se faz passar por homem para ajudar sua família em pleno regime do talibã. E aguardem, pois muito mais vem vindo por aí.

Se existe algum tema no cinema que virou moda de forma febril é a situação atual do Oriente Médio (e não me refiro aqui somente à luta Bush X Iraque). Portanto, preparem-se para mais indignações, espantos e, claro, genialidade nesse território tão marcado por cicatrizes de guerra e, ao mesmo tempo, tão repleto de figuras exuberantes (que, infelizmente, muitos não conseguem enxergar por trás da máscara de poeira).

ROBERTO DE QUEIROZ

Carioca, 29 anos, morador da cidade maravilhosa,amante das mais inusitadas expressões artísticas (emparticular da sétima arte), do qual me considero umconfidente mordaz.

Cantos dos Versos

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OSTRA DE ÓDIO

Essa terra que é o umbigo do mundo

ou o recôncavo da cloaca dele,

essa terra onde o sangue mana,

ainda que só no desejo pulsátil de que mane de todos os inimigos,

onde o sangue aspira à perpétua derramação em rio,

onde o ódio é espesso, extremo,

e o território, parcela a parcela, mais doce que a flor da vida,

sejam mortas e dêem-se à morte como arma mediática,

onde parece mais relativo que inocentes pereçam,

onde parece menos importante sorrir e festejar a vida,

vivendo e deixando viver,

essa terra da história da salvação e da condenação completa,

do anátema aos infiéis, aos goyim pelos caminhos de cabras e da Lei,

essa terra do desejo, da fome de Deus, do deserto dele,

da Lei perfeitamente observada, linearmente cumprida,

terra dos olivais e dos rebanhos,

da aridez e dos fios de água,

terra das guerras curtas,

dos assassínios cirúrgicos,

mas mortes estratégicas,

da liquidação de líderes, da liquidação politicamente útil de líderes,

terra da arte da vingança fria, morna, quente, incandescente,

da Vingança como símbolo,

da Vingança como via,

terra modelo vingativo de um Bush primário primata

das grande iras e castigos divinos,

dos grandes vómitos maniqueistas,

das grandes cowboyadas pelo mundo,

das grandes caças, das grandes mentiras,

do despejo de munições envelhecidas,

dos grandes contratos exploratórios de recursos,

do grande negócio das armas e do grande teste delas,

do grande negócio do óleo,

da grande mentira da violência,

da grande falácia da retaliação,

essa terra das guerras incisivas,

dos danos colaterais por que se passa sem deixar de engolir tranquilamente o café da manhã,

da memória curta da violência longa,

das facas em permanente amolação,

do sacrifício dos animais e dos humanos em sacrifício de humanos,

essa terra que encontra a pélora do ódio e vende tudo o que tem por ela,

o ódio engastado na espada,

terra onde medra a espada e onde se vive pela espada,

essa terra onde o ódio é um templo

onde o ódio é um altar,

em al-Aqsas a explodir de orgulho e ouro,

em muros herodianos com os lamentos nos interstícios por lamentável supremacia,

terra onde o ódio e só o ódio tem futuro,

onde os rabis pelos direitos humanos e pela paz

são a marginalidade residual da rectidão,

essa terra onde o entendimento fraterno é minoritário e silenciado,

quando há um todo território a reaver,

e uma história para reescrever,

essa terra de colonatos e dos novos muros de miséria,

terra da democracia musculada,

e da corrupção pulverizada,

essa terra de ódio como um pão,

essa terra do assassínio como vulgaridade,

essa terra da promessa de céu e de amarga realidade


Essa terra!

Esse médio-oriente onde os dentes rangem,

onde a paz shalom, salem, apodrece todos os dias

e vê os seus líderes fortes de paz liquidados

para que outros mais fracos na força empregue Olmert

sejam eleitos para punir,

para limpar o inimigo em bombas cegas,

na ilusão do oportunismo, na baba do pretexto por irradicar.

Terra onde o fanatismo hizbolah medra como o pó

no velho receituário de ódio e aniquilamento do outro.

Terra adiada.

Terra esventrada.

Terra primitiva.

Terra sem perdão.

Yehoyaquim Santos

Nasci numa terra litorânea portuguesa em pleno noroeste ibérico e, antes de olhar para o mundo, já ganhava raízes e apegos apaixonados a essa pequena parcela de mundo, sonhando em voar só com a força da vontade e sem motores, enquanto olhava um céu sempre povoado de aviões comerciais, pardais e outros pássaros num voo baixo ruidosamente invitativo.

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