Wednesday, July 04, 2007

Editorial R.C. Pré Fase Dois

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(LINKS PARAS OS TEXTOS SEGUINTES NO FINAL DE CADA POSTAGEM!)

Havia uma hérnia no meio do caminho, no meio da hérnia havia uma caminho... (RF, caminhando, ai, e cantando, ui, e seguindo a canção, o Clodovil me visitou, ai, ui...)

Quando a máquina dá pau, pau na máquina!

Agora, despertando. Dias melhores virão. Dias piores também. Faz parte da vida, é inevitável. O Reação assume uma postura neutra, e levanta a bandeira da xenofobia. A humanidade é mesmo uma merda. Mas, peralá, que ainda temos esperança. A esperança vem da lambança que sabemos fazer. A pirraça. O carnaval. Sempre fui a favor do carnavalismo, então através do Carnavalismo definiremos a história da humanidade. Nada de Studio 4 Films, nem Ingmar Bergman da nova geração, ou Grizzly Man do Herzog. Tô falando de cinema de base, do roteiro sério, da história verdadeira da humanidade sem contar com a mãozinha do juíz, nem Hobsbawm, nem Zinn, nem nenhum outro judeu esquerdista de primeira categoria.

O Reação sempre foi reacionário... A boa notícia é que o nazismo também. A má notícia é que não pega bem, xenofobia com nazismo até casam, mas o matar com as palavras é trabalho de pastor exorcista, não de jornalista desassumido, desabrigado, apatriado e sem carteirinha. Pra piorar, sem dinheiro. Então, resolvemos mudar os rumos e deixar a megalomania de lado. Viva o Carnavalismo!

Para esclarecer, então, a nossa linha, eis alguns clichês de nossa descrição:

Público Alvo:

Você.

Se não der você:

Imigrantes angolanos do deserto do Saara.
Brasileiros imigrantes nos Estados Unidos, mais especificamente da Flórida.
Franceses com sotaque alemão inexplicável.
Homossexuais com raiva de Parada do Orgulho Gay.
Humoristas sem talento.
O editor.
Pessoas que falem Português.
Pessoas que não falem Português mas gostem de ver as letrinhas e os acentos, achando-os engraçadinhos.
Pessoas que se identifiquem com a nossa causa, ou seja, pessoas sem múltiplas causas.

Periodicidade:

Quando der na telha. Telha, não Tela, no caso, não sairemos na TV Globo, nem no BRTV Online.

Na boa, sairá sempre que houver textos, e isso dependerá dos colaboradores ou dos pedidos dos visitantes.

Temática:

Falaremos sobre tudo e garantimos que tudo sairá do modo mais desorganizado o possível. Sei que não é muito, mas é o único que podemos garantir no momento.

A idéia é trazer a você, regorjitado, comentado, fofocado e mal-pensado, tudo o que já trouxeram outros veículos da mídia. Podemos, também, simplesmente, falar do que pensamos na hora das necessidades fisiológicas depois do café daquela manhã. O importante é o que você pense, e se não der você, o imigrante angolano do deserto do Saara ou o conseguinte da lista acima de cima para baixo em ordem substituinte.

A cara do R.C. ainda deve mudar mais, e melhor. O que devemos, pagaremos algum dia, já que não negamos, e quando negarmos não haverá problema, ninguém há mesmo de se lembrar.

Continuam:

Os Comentários quinzenais com as respostas ácidas de Jiló, que será promovido a Cajuzinho se continuar inspirando paixões.

Os Debates quinzenais, que nunca começaram.

Poesias, críticas cinematográficas, charges e cartúns, crônicas, curtas, entrevistas, entreverssatagens, e muito mais!

Confiram, de tempos em tempos, aqui no R.C!

De linha indefinida indefinidamente,

Aos abrax

RF
O Editor mascarado.

Para ler Comentários da Quinzena e as respostas do Jiló, clique aqui.

Comentários da Quinzenaa

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No Editorial

Do Moita (na moita, sempre)

Roy

Gostei da nova moda. Legal

As charges estão ótimas.

1 abraço

Do Jens
É isso aí, mete bronca.
Bagual dos bons não se entrega assim no mais.
Pau na máquina!

De Halem Souza (Quelemém)
MINI RC?, Ninguém mais trabalha por aqui? Eu, inclusive? (rs)

Do Anonymous (chique)
Fiquei surpreso aos ler os comentários da quinzena. Até o comentarista ombusdman Jiló despertando paixões?.É...posso ter esperanças!

De Lilith
Gente, mas o Jiló é o tosco mais gostoso do mundo!!!!!!!!!!!!!!!! Hahahahahahahahaha! Até eu, se não fosse comprometida... ai, ai, ai!

De Bruno Venancio
ontá o roy?

De Sílvio Vasconcelos
Gostei desse encadeamento... bem a minha cara em meus contos lincados.

De Walter Carrilho
Muito interessante essa estrutura de links sucessivos. Nunca havia visto. Ei, parabéns!

De Cybergirl
Cuidado pra não ficar eXcrevendo aXim, viu moço??
Isso pega e é uma merda..
Selinho!!!

Respostas do C.O.R.: Nem sei o que será desse R.C. pobre coitado, e coitados de nós, mais eu ainda, que temos de aturar. Mas, aí a coisa é a seguinte.

Moita, valeu, outro abraço, mas eu não sei se mudou muita coisa, prá ser bem sincero, viu? Táis puxando o saco do chefinho? Isso, faz assim que eu não preciso.

Jens, o senhor é uma eterna contradição, painho, e por isso eu te amo tanto. Ou é bagüal, ou é dos bons, fala sério!

Halem, finalmente concordamos em alguma coisa. Mas também, sem salário? Ah, tá que eu já tô trabalhando, olha eu.

Anonymous, chique, todos têm esperanças, mesmo, atá a macaca Natasha do zoológico de Tel Aviv, chances que aumentaram depois de passar a ser bípede. Vá por mim, e eu até fedo!

Lilith, Lilith, se o Roy pega... Deixa quieto, finge que não aconteceu nada (piscadela discreta em direção à Lilith, mas de costas, de soslaio.)

Bruno, o Otta não trabalha conosco, infelizmente. Quem nos dera, mas ele não aceitou. Otário é a mãe do pai, tá valendo? Ah, e o Roy passa bem, depois de largos chatos dias, mais chatos do que o comum, chorando pelo divórcio da hérnia.

Silvio, o chefinho gostou que você gostou, mas eu não lembro muito bem se foi da cara...

Walter, interessantes são os nossos tempos chineses, amigo, só esses, que isso aqui é chato prá cacete e outras coisas.

Cybergirl. O selinho não podia ser prá mim? A Lilith há de fazer o Roy ainda histéril por vias físicas...

Sobrevivendo aos ciúmes e puxasaquismo alheio, do Jiló.
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Na Coluna da Sacerdotisa

De Meneau

Bem, o fato de algumas pessoas se sentirem "obrigadas" a ter o corpo perfeito para se sentirem mais próximas do padrão estético dominante não é um problema que me afeta, graças a meu apolíneo corpo de lutador de sumô encachaçado negro.

E quando você diz que a atividade sexual está diretamente ligada a atividade psíquica, não posso deixar de concordar, pois depois de 12 anos sem fazer sexo me sinto realmente cada vez mais abobado.

De Jesus (o próprio?)

Pois é...quanto mais vemos o culto do corpo perfeito, tbm percebemos tamanha imperfeição da alma. O sexo é bom, saudável, se fosse pecado não traria tanto prazer e sim dor e sofrimento, como matar alguem por exemplo.

Resposta do C.O.R.:

Meneau, compartilho suas dores, quase todas, porque eu sou branco e magro, mas sou banguela, e ganho nos anos de abstinência.

Jesus, ó Jesus, vieste nos visitar, quanta honra! A falta de sexo traz dor e sofrimento, sim, mas só a falta. Nossa... Concordei com Jesus... Devo procurar um padre...

Concordando, como em raras vezes, do Jiló.

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Na coluna de Aristóteles da Silva

De Meneau

Ué, já que você citou J. B. de Melo Neto, vou aproveitar a deixa:

"Todos os atentados/eram longe de minha rua./nem mesmo pelo telefone me jogavam uma bomba."

Esses versos são do Poema Deserto, do primeiro livro do poeta, Pedra do Sono. E o que tem a ver com seu texto?

Para acabar "com um sistema que desumaniza" e enxergar o rosto das pessoas e preciso estar junto delas em primeiro lugar, aceitar os riscos do desentendimento e enfrentamento (conhece aquele poema do Mário Quintana, Exame de consciência: "Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?"), ir à luta, fazer uma coisa que já se chamou revolução, e é da sua essência ser sempre violenta, mas hoje soa mesmo fora de moda.

Eu mesmo prefiro ficar quietinho aqui na minha rua, onde ninguém joga bomba e olhar pela alta janela do apartamento (pobre, mas que todas as prestaçõs eu paguei direitinho) aquele monte de gente (sem rosto, obviamente) passando lá embaixo. É, acho que vou tomar mais outra cerveja...

Ah, e onde escrevi J. B. de Melo Neto quis, evidentemente, escrever J. C. de Melo Neto.

Resposta do C.O.R.: Sem resposta.

Sem resposta, do Jiló.

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Nos Comentários da Quinzena Passada

Da Enamorada do Jiló (Clássico!)

Ao Jilózinho :

Não seja tão irascível, Loló!!!! - ( Imagine longos e curvilíneos cílios movendo-se morosamente enquanto falo).

Resposta do C.O.R.: Agüenta coração! Será que tiro a minha sede da miséria? Vem cá, querida, como você é por fora? Por dentro eu vou descobrindo, vou descobrindo...

Do gostoso Jiló

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Você sabe...

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De onde Miguel Fallabela tirou o nome de sua peça Como Encher um Biquíni Selvagem, que inspirou o filme ganhador do voto popular em Miami, Polaróides Urbanas? Segundo a entrevista que deu à ilustre repórter Neusa Martinez, o ator veterano e diretor debutante disse que o título de sua peça era “muito ligado à Cláudia Jimenez” por seus quilinhos a mais. A primeira vez, no entanto, que esse título foi usado, tratáva-se do filme “How to Stuff a Wild Bikini,” com Beverly Adams e Annette Funicello, de 1965. O filme era basicamente a espécie de lixo cinematográfico que Hollywood branco produziu em seus anos dourados de segregação racial, com aquelas musiquinhas saudosas e extremamente nauseantes. (De Astor Dinamarquense, nosso crítico cinematográfico).

Para ler o Canto de Nana, clique aqui.

Canto de Nana

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REDENTOR

Por Nana de Freitas



Ele saltou o muro e caiu de qualquer jeito no quintal.
Ela fechou a torneira do tanque, pois pensou ter ouvido barulho.
Ele, de um salto, surgiu na frente dela.
- Quieta, calada. Se der um pio, morre.
Ela, sentindo no corpo as dores da surra de ontem, achou até gentil o bandido.
Ele, arma na mão, pediu pra ela entrar e chamar as crianças.
Ela, sem ligar para a arma, fez o que lhe pedia.
- Seu menino tem quantos anos? Cinco?
- Três só, mas ele é grande.
- E o outro?
- João Pedro tem sete. Fala bom dia pro moço, João!
- Bom dia, moço!
- Bom dia, moleque. Tem que estudar muito, viu? E cuidar sempre do seu irmão pequeno. A vida toda.

- Tá bom, moço.
Ele mandou trancar as portas e fechar as cortinas. Escondeu a arma para não assustar as crianças, mas manteve o tom firme na voz, enquanto tentava explicar o que ocorria.
- Fiz uma coisa muito feia e, agora, querem me pegar. Não teve jeito, pessoal. Tive de me esconder aqui. Não quero machucar vocês e peço até desculpas pelo mal jeito, pô. Mas neguinho tá querendo me esfolar.
- O que você fez? – perguntou o garoto mais velho.
- Nem vou te contar, mano. Teu sangue é bom, moleque. Vou estragar não. Segue no caminho do bem pra não passar nunca essa fita, mano. Tô te falando.
Menos de cinco minutos e a polícia chegava. Eram 11 da manhã. Cercaram a casa e avisaram ao bandido que era sair ou morrer.
- Avisa aos tiras que so sáio morto, mas levo mais três comigo – pediu a mulher.
Antes que ela chegasse à janela, emendou:
- É de mentira, hein, dona! Sacumé, ne? Mas fala grosso com eles, faz de conta que tá com medo de morrer mesmo, hein?
A mulher obedeceu. E funcionou. Baixou a bola dos PMs e a imprensa ainda pegou o finalzinho do recado. Mais um pouquinho e estavam la, na televisão.
- Mandou bem, dona!
- Rose, moço. Meu nome é Rose. E o pequeno, sem ser o João Pedro, é o Edilson, que nem aquele tal de capetinha, que jogou no Corinthians.
- Aê, moleque! Nome de craque! Prazer, dona Rose. Preocupa não. Vai ficar tudo bem. Meu nome eu não posso falar não, mas a senhora e os meninos podem me chamar de Cleiton. Sempre quis me chamar Cleiton...
A negociação começou ao meio-dia.
À 1h da tarde, Rose começou a preparar o almoço.
Comeram logo depois das 2h.
- Comida boa demais, dona Rose! Deus que abençoe as suas mãos de cozinheira.
- Amém, Cleiton. E não precisa me chamar de dona.
Às 4h, os meninos dormiram, um pouco por medo, outro tanto por tédio e barriga cheia mesmo. Foi quando um grito aterrorizou a refém.
- Rose? Tô aqui, viu? Eles já vão resolver.
No decorrer daquela mensagem, a vida passou inteira na cabeça dela. A infância pobre, o namoro quente, o casamento simples, os porres do marido, as agressões, ausências, xingamentos e ameaças.
- Cleiton, posso te pedir uma coisa?
- Já sei, dona, vou me entregar, antes que isso aqui complique.
- Não. Por favor. É o contrario. Eu e os meninos não queremos que você morra, mas se der pra enrolar um pouco, assim, ao menos atá amanhã cedo, vou te ficar muito agradecida.
No desespero da voz dela, ele teve sua redençao. Que fosse aquele, enfim, o seu legado.
Nao se tocaram por pouco, mas trocaram olhares intensos. Ele brincou com os garotos, lavou a louça três vezes e elogiou cada refeiçao que fez na casa. Ela se maquiou e se perfumou após cada banho.
Quatro dias de falsas ameaças e supostas negociações. Quatro dias de paz na periferia de Campinas. Quatro dias. A fuga com reféns mais longa na história da polícia de São Paulo.

Para ler a nova coluna Curtas e nem tão , clique aqui.

Curtas e nem tão Curtas

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Os chefes de governo e de Estado dos países do G-5 (Brasil, China, India, México e África do Sul) elaboraram um documento com dez exigências e sugestões aos colegas do G-8 – cúpula que inclui EUA, Alemanha, Reino Unido, Itália, França, Japão, Canadá e Rússia.

A resposta dos países ricos veio logo. Metade de seus lideres alegou não saber ler. A outra metade disse não saber contar. `Permanecemos, inclusive, como G-7, mesmo depois de incluir a Rússia, justamente porque demoramos a descobrir que número vinha depois`, afirmou um chefe de Estado que, bêbado, pediu para não ser identificado.

Embora aparentemente desanimadora, a resposta do G-8, estabelecida em bases formais – ofício assinado em três vias, com firma reconhecida em cartório -, significa um importante passo para o diálogo entre os dois grupos.

A próxima iniciativa do G-5, adiantou uma fonte ligada a outra que pediu anonimato, a convidar os colegas do G-8 para participar de um reality show sobre o aquecimento global. A atração, produzida em parceria pela TV Globo e cineastas de Bollywood, tem nome provisório de Rio 40 Graus e contará com a participação de mulatas, marginais e policiais da capital carioca. O presidente George W. Bush foi o primeiro a confirmar a participação, mas sua assessoria informou que o aconselhará a rever sua decisão.

Por Nanoca, Junho de 2007-06-17
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Em uma praça abandonada ente ao Starbucks da Broward Boulevard no centro de Fort Laudardale, Flórida, uma transeunte brasileira levantava, solitária, um cartaz dizendo:

“Salvem o Mico-Leão Azul!”

Estarrecidos, conseguimos uma breve entrevista com a ativista preocupada:


Nossa Equipe: Você não se enganou, não? O cartaz não devia dizer Mico-Leão Dourado?

Transeunte Preocupada: Não, não, é isso mesmo, é Mico-Leão, mas é de outra cor mesmo.

N.E: Mas não era o dourado o que está em extinção?

T.P: Sim, mas dele todos já estão cansados, né? Dá um tempo! Ele já é superistár, famoso entre as classes mais ricas, e as mais pobres não têm mesmo tempo de caçar mico, né? Nem prá catar coquinho, tio, nem pra catar coquinho.

N.E: Existe esse Mico-Leão Azul?

T.P: Existe, claro que existe. Tem o rosa, o roxo, o azul-celeste, o verdinho... Tem até o marrom, mas esse é comum, e os pretos não são discriminados. Mas o azul é especial, é esse que está em extinção.

N.E: Onde se encontram os poucos sobreviventes?

T.P: O único sobrevivente, né? O único.

N.E: Onde se encontra o único sobrevivente, então?

T.P: Onde se encontram todos os outros, né, tio? Faz favor, onde estão os macacos, geralmente?

N.E: Ao lado das crianças mudas telepáticas?

T.P: Não, né? Nos Secos não tinha mico, nem nos Molhados. Pagávam mico, o que é bem diferente.

N.E: Então, onde tem? Temos máquinas fotográficas, temos repórteres, vamos reportar essa espécie logo!

T.P: Não pode, só eu vejo.

N.E: Só você?

T.P: Só eu, eles só aparecem pra mim.

N.E: Aonde?

T.P: Ah... Às vezes no meu quarto, às vezes na minha cozinha, no parque, na... (uma voz ao fundo dizia em carioquês: Cai fora que é sujeira! Não era de ninguém que conhecessemos.)

N.E: Peraí, explica isso direito, aparecem no seu próprio quarto? Na sua cozinha? O que os micos fazem na sua cozinha???

T.P: Ah, de tudo, né... Ouvem Tchaikovsky, me ensinam alemão, dão palestras sobre Nietzche e falam que Heidegger era judeu e transou com Hitler pra permanecer na faculdade... São alemães, sabe?

E.J: (Metade da equipe já não estava lá. Avistei alguns contando borboletas ‘aletas’ – sem uma das asas – e outros conversando com o palhaço bêbado do farol da esquina, made in Cuba, mas persisti, ao lado de Jurema, a morena gostosa da redação) Quem é alemão????

T.P: Os Micos-Leão (sic), porra!

(Começamos a conversar com o palhaço. Este levantava o cartaz: Mais comida para o Peixe-Estátua-da-Liberdade-das-Costas-Porto-Riquenhas! Mas, já não o levamos a sério.)

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George Bush anunciou que seus próximos anúncios serão pronunciados em pronunciamentos abertos à toda mídia, com exceção apenas aos canais da televisão aberta, fechada, e aos jornalistas de todos os jornais impressos locais e internacionais, que, de acordo com as palavras de George Bush, são inimigos da liberdade. Os pronunciamentos, feitos mais especificamente em um local desconhecido, ocorrerão em data desconhecida, portanto todos os protestantes são encorajados a comparecer. Serão recepcionados, caso descubram a localidade do presidente, por centenas de policiais da güarda nacional e agentes da FBI, NSA e CIA à paisana. Bush promete não ter a menor idéia do que falará, como o costumeiro. Tampouco sabe porque há necessidade de se pronunciar. “Nunca entendi,” afirma, “o conteúdo desses discursos. Meus acessores e Cheney até escrevem bem, mas há mais a dizer? Estamos em uma guerra!” Lindsey Bertham Marie Candy Barby Dolle, acessora da imprensa underground da Casa Branca, re-afirma a necessidade dos pronunciamentos: “É sempre bom relembrar ao presidente que ele ainda sabe ler.”

Para ler a nova coluna Frases de Nossos Tempos, clique aqui.

Frases de Nossos Tempos

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"Tookotiduurrr!" (Presidente Bush, ao repórter da Times, quando perguntaram o que pensava sobre o alarmente aumento do preço da gasolina inflatória – e inflamável – nos Estados Unidos).

“Eu não tenho idéia do quê ele disse.” (Vice-presidente Cheney, respondendo à pergunta do repórter da Times, depois do balbucío incoerente do presidente).

“O Hamas tem pelo menos 50% de chances de capturar o governo, e outras 80% de continuar com ele.” (Presidente da coalisão pró-Palestina Mahmoud Abbas).

“Se tudo der certo, a reforma imigratória deve ficar pronta assim que as tropas estadunidenses no Iraque voltarem integralmente para casa.” (Assistente de Hillary Clinton, em um debate democrata que não chegou a lugar nenhum.)

“Porque a casa tá caindo, meu. Tá em off, né?” (Do Sr. Bloomberg, à nossa reporter Jurema, gostosa e morena, enquanto ela lhe alisava a gravata, depois de sua renúncia ao partido Republicano em busca de uma candidatura independente).

“Ai, ai. Ui, ui.” (Do deputado federal, Senhor-Senhora Clodovil).

“O Presidente Bush me ama, mesmo. Meu sorriso reflete minha sentença.” (Sorrindo embriagadamente, Scooter Libby.)

“Calhamos bem, né Calheiros?” (Referindo-se aos números espantosos da fortuna de Renan Calheiros, de uma fonte desconhecida, que jura ter ouvido estas palavras de uma de suas vacas.)


“A Vida é Dura, e as Vendas do Viagra Continuam Aumentando.” (Joe Záza, o Jiló)

Para ler os Classificados, clique aqui.

Crassificados

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Imóveis na Sede do Império:

Vende-se casa em estado razoável desde que os passados moradores, vítimas de um foreclosure, se apiedaram e deixaram o chão e o teto quase intactos, apenas levando todo o resto. O preço é adaptado às necessidades de pessoas que pensam pertencer à alta classe-média, fazem de tudo para parecerem ricos, mas em realidade procuram aumentar seu salário miserável de 10 dólares a hora o mais rápido possível. A negociação deve ser feita na presença de meu advogado e dois policiais estaduais afins de identificar o comprador e garantir de que não se trata de um imigrante ilegal vinculado ao Al Qaeda, porque afinal de contas sou patriota e não gosto de terroristas. O banco, depois da venda, deve aumentar os juros e as prestações mensais da casa irregularmente, portanto aconselhamos ao comprador estar em dia com seu plano médico, afins de evitar maiores problemas na hora do infarto. Tratar com M. Shady pelo telefone 754-666-0001. PS: Este anúncio é apenas válido entre o foreclosure de um morador e outro. Todas as ofertas são terminais.

Aluga-se quarto em Sunny Isles ao lado do quartel policial. Não se preocupe com a tortura de morar em uma vizinhança de policiamento insuportável, enquanto a vista do mar é tapada pelo crescimento desmedido de hotéis que devem ser destruídos com a chegada do próximo grande furacão. Nós não nos preocupamos. E a polícia ainda vos parará apenas uma vez por semana. Política da boa vizinhança.


Troco: Trompeta por trombone, tratar com Chico, o dos beiços grossos e dentes tortos.

Troco: Cacetete por vídeocassete, policial sem família ou amigos precisa de um novo companheiro, já que o primeiro não atraiu muitos simpatizantes.

Vendo: A minha alma, preço barato, tratar com Nei Fauto, desempregado há dois anos, Belém do Pará, Brasil.

Para ler o Canto dos Versos, clique aqui.

Bernardi & Ophélia no Canto dos Versos

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Ela descia a rua, entre os transeuntes do amanhecer, sob o asfalto e suas rachaduras.
Certamente se passaram os anos sem que eu notasse, não saí enquanto ele não adormeceu,
no berço do ódio e rancor daquela máxima rejeição:
o primeiro encontro com o não amor.
Não amor de puxar o tapete. Não amor de arrepiar os cabelos.
Não amor de um deserto de gelo.
Não amor de falsa orquídea que se fecha à primeira lágrima de prazer.

Ophélia Pessoa, em 30/05/07

Chegaremos ao céu?

Chegaremos até a porra das estrelas?
Não me venhas.
pois quero chegar ao descuido da palavra,
quero o porre da porra,
quero me perder naquele atoleiro
de tigres e avencas.
Naquele sol de fogo
Não me venhas.
Passarinhos, só os extratosféricos.
Pulo de caos em caos.
Se queres conexão, acesse: ruptura.
Ivo viu a uva.
Eu vi a vulva.
E vós?
Não me sobraram peitos.
Que se fodam os poetas e a poesia,
meu primeiro ópio.
Não me venha com preás e preâmbulos,
putaria ou band-aid.
Arco e flecha.
Retidão, lucidez e claridade.
Aversão sem itinerário.
Até a porra do sol
beijo uma lâmina de fogo e ojeriza.

André di Bernardi

Para ler a coluna d'A Sacerdotisa, o Sexo Delicado, clique aqui.

Sexo Delicado

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Lula critica hipocrisia e incentiva sociedade a falar de sexo

Presidente diz que educação sexual evita Aids e gravidez precoce e garante que “quase todo mundo” gosta de transar.

Ao lançar no Rio um plano de combate à Aids entre mulheres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou a hipocrisia pela gravidez precoce e pela epidemia da Aids, e propôs que a sociedade fale abertamente de sexo na escola, em casa e nos meios de comunicação

Ao ouvir um discurso simples e atual do presidente, fico a pensar em muitos aspectos da educação sexual brasileira, como nosso Presidente disse: sim, estamos vivendo a era da hipocrisia e isso com toda certeza ajuda na propagação da AIDS e da gravidez precoce. E há ainda os programas de Planejamento Familiar, onde se propaga informações sobre sexo, prevenção e qualidade de vida, mas o principal está em falta: preservativos.

A realidade Brasileira é um contraste se comparado à outros países da América do Sul, mas o fato de nós – Brasileiros, termos um presidente preocupado com a sexualidade e a saúde de uma forma geral, nos deixa mais tranqüilo em relação à tais fatos.

Usando de um português claro e objetivo, o Presidente também diz em sua fala que “quase todo mundo “ gosta de transar e que a sociedade tem que falar mais de sexo. Concordo em gênero, número e grau, falar sobre sexo é desmistificar os tabus que ainda envolvem as relações sexuais, é tirar a aura de sobre natural que envolve a sexualidade.

A sociedade Brasileira ainda tem muito ranço e machismo em sua composição, mas aos poucos com educação e conhecimento chegaremos a um patamar de maior entendimento e liberdade sexual.


Em São Paulo, ocorre atualmente a maior e mais prestigiada Parada do Orgulho Gay mundial, são mais de 3 milhões de pessoas, entre gays, lésbicas e simpatizantes que vão à Avenida Paulista manifestar seu apoio a causa GLBT´S. Isso mostra o quanto o Brasil está evoluído em termos de manifestação popular, a parada é realizada na maior avenida do País, no coração financeiro de São Paulo, ocorre tranqüilamente sem nenhum tipo de incidente tais como violência, tumulto ou briga.

É acompanha por famílias inteiras que vão para participar da parada que virou um símbolo de turismo e geração de renda em emprego.
O setor movimento milhões de reais entre hospedagem, passeios, casas noturnas e prestação de serviço.

Mostrar que a sociedade aceita e respeita o público GLBT´S faz do Brasil um dos ícones da divulgação da LIBERDADE SEXUAL.
E será com atitudes e discursos coerentes e assertivos como esse do Presidente Lula, e fazendo a atuação real e efetiva nas políticas públicas que teremos a diminuição dos casos de AIDS e gravidez precoce.
A cerimônia de lançamento do Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST contou com a presença de vários ministros, atletas, paratletas e do governador Sérgio Cabral Filho.

O plano lançado pelo governo tem como principais metas a ampliação da compra de preservativos femininos, de quatro milhões, em 2007, para 10 milhões, em 2008; a duplicação do número de mulheres que fazem teste anti-HIV de 35% para 70%; a eliminação da sífilis congênita e o investimento em pesquisas.

Conhecimento, educação, sabedoria, prevenção e políticas públicas são medidas de extrema importância na qualidade de vida sexual, portanto que os políticos façam a parte dele, que cá nós faremos a nossa.

Para ler o Debate da magazine, clique aqui.

Debate da Quinzena

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Cada país tem o governo que merece, ou cada governo tem o país que merece?

Respondam e depois leiam a nova coluna Será! Será?, clicando aqui.

Será? Será!

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O Brasil é o país do futuro, e sempre será. (Stephen Sweig).

Será que será que será que será que será que será... (Caetano Veloso).

A reforma imigratória será feita amanhã, e sempre será...

A impunidade é coisa do passado, e sempre será...

A justiça é cega, surda, muda, mas estúpida é que sempre será...

Um mais um é igual a dois... Será?

Para ler o texto Terra Procura Marcianos, clique aqui.

Terra Procura Marcianos

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Alô, alô marciano... Parece que é sempre assim, um tal de alô marciano para lá e acolá, ainda de soslaio cai pra cá. Marciano, mora? Tipo... Pensem bem... Nós somos tão carentes que não nos bastamos. É psicodélica essa coisa de procurar marciano... Autotélico, diz o Aurélio. Reticências e reticências, e la nave vá. Onde eu queria chegar mesmo? Nos marcianos é que não era. O parágrafo introdutório aqui se encerra introduzindo apenas a nebulosidade mental do autor. Pois, se de mais nada, falemos da alienação.

Quando eu era ainda esperma bípede, meus pais me levaram a visitar a casa de um amigo deles, o qual ainda que vagamente (ou seletivamente) plana-me à memória, apesar dos meus meros dois anos de idade à época, no máximo. Contam que depois de alguns minutos, disse à mamãe em frente ao sujeito, “Manhê! Simbora daqui pra um amigo mais legal, esse aí é muito chato!” Assim estamos, procurando marcianos. Está bem, não são marcianos, são as lindas flores, os bonitos colares, as descoladas tatuagens, o wifi o iphone o ipod e o iscambaum, todos fantásticos, deslumbrantes, inesquecíveis... Os montes, atrás dos montes, todos escondem ou expelem uma beleza formidável. A praia, ah, maravilhosa praia... Os esportes radicais... A curiosidade pela vida da Pittsburgh Hilton (roubei a piada não sei de quem, na certa o cara roubou algo de alguém – nesse mundo, Creuza? – e ladrão que rouba ladrão... Sabe como é né? Fim da interrupção com o fechamento do parênteses, prestem atenção, no caminho, na beleza que está esse blogue, as páginas todas formatadas por um profissional descoordenado especialmente para você)... A rainha! Salve a rainha! Ah! Os jogadores de futebol! Nossos Globo profissionais, produtores hollywoodianos, e tantos, tantas celebridades. São tantas as emoções! “Mas, manhê! Nossa como esse cara tá chato, tá chato!”

Sabe o que acho que nos tornamos, procurando marcianos, na cara dura? Uma sociedade com ADD ou DDA depende do local, Distúrbio de Déficit de Atenção, ou como eu gosto de chamar, Distúrbio dos Debilóides Altamente competentes, dependendo do local. Não... Uma sociedade hiper-ativa. Não é que queremos tudo mais rapido. O cigarro e a cafeína é que falam por nós. Nem necessariamente a nossa... A dos outros basta. Tiques-nervosos... Pula-pula, olha o confete, pula-pula, criança mimada. Esses somos nós... E não me venha com essa de que só acontece por aqui, não, não, nem floridecendo! Esses somos todos nós, sem exceções, ou melhor, exceções ao estado de espírito de pelo menos 30% de nossa população mundial, se não 50% contando só os da China, que vivem como viveram os sobreviventes do holocausto durante o tempo gasto à recuperação de seus traumas horrendos dos mais variados, e outra porcentagem desconhecida, segundo o Alienista de Assis, de pessoas lunáticas. Os restantes, que ainda convivem com a realidade em algum grau ou outro, encontram-se assim, blém-blém-blém.

Por quê? O que aconteceu com o mundo? É algo novo o que estamos passando?

Carolyn Forché usou a poesia para descrever os horrores da guerra, e ainda por cima teve a audácia de dizer que “a condição humana do século 20 demanda poetas de testemunha.” Isso significa que um poeta que não descreve a realidade de seu país, de sua sociedade, a “falar sobre as flores” é menos poeta? Pois, talvez sejam seus textos poéticos, mas minha pergunta é a seguinte:

Um ser humano que não se preocupa com seu destino diante de uma comunidade de outros seres humanos, e prefere estar apenas entre as flores, é menos ser humano?

Contudo, sem algum impacto emocional, social ou político e desprovido da oferta a desafios para, ao invés, descrever sentimentos românticos, utópicos e absolutos, mas abstratos, inatingíveis e monotemáticos, a arte deixa de ser arte e passa a entretenimento. Um jogo de futebol é entretenimento, mesmo que alguns jogadores logrem fazer arte. O ser humano pode ser completo em si, mas ainda procura marcianos a fazê-lo completo.

Mas, o texto está perdido. Nada que possa fazer a dár-lhe direção. Para não dizer que não falei das flores, lembrem-se que minhas palavras não se limitaram aos marcianos. Alô, alô terráqueo... Nossos vizinhos estão muito chatos, vamos embora, a uns mais legais.

Para ler a coluna coluna do cinema de Queiroz, em CLAQUE-TE, clique aqui.

CLAQUE-TE e o Sci-Fi

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Sci-Fi: uma sigla reinventora do cinema contemporâneo
Por Roberto Queiroz

O que faz da ficção-científica um sucesso em todo o mundo? Por que tantas pessoas ao redor do globo fazem filas homéricas nas portas das salas de cinema quando o assunto a ser debatido pelo filme trata de uma temática futurista, apocalíptica, cheia de robôs, andróides e cenas devastadoras que acometerão a sociedade em algum momento mais à frente na história da humanidade? O que pensariam a respeito da sociedade na época em que foram produzidas as películas os cineastas Stanley Kubrick e George Lucas, quando decidiram em 1971 dirigir suas respectivas obras-primas Laranja Mecânica (adaptado do livro de Anthony Burgess) e THX 1138? Será que eles tinham idéia – mesmo que passageira – do tamanho da dimensão que suas produções acarretariam ao longo das décadas seguintes? Essas e muitas outras perguntas vêm acompanhando esse mísero colunista ao longo da última década com imenso fervor.

Por sempre ter sido um fã apaixonado do gênero, esse foi um tema que adiei como pauta para essa coluna por um longo tempo (já poderia ter postado sobre Sci-Fi há bastante tempo, mas acreditava não ser ainda a hora adequada) por acreditar que devia a esses filmes o devido respeito que merecem. Críticas à parte de colegas meus, ansiosos para que eu escrevesse sobre o tema e, principalmente, acerca de quem seriam os pioneiros do gênero – e, lógico, da velha pergunta que teima em não se calar: quem são, de fato, os iniciadores da ficção-científica na sétima arte? -, agrande verdade é que o cinema de Sci-Fi só começou a tomar a forma como o conhecemos hoje graças ao fantástico titio Lucas e sua trilogia Star Wars (falo aqui exclusivamente da trilogia original: Guerra nas Estrelas, O Império contra-ataca e O Retorno do Jedi).Não fosse ele, considerado naquele tempo um louco porquerer realizar tal façanha, jamais teríamos ficado embasbacados diante de tanta tecnologia, perfeccionismo e efeitos extraordinários.

De lá para cá, desde o lançamento do 1º episódio da trilogia (na verdade o quarto pela cronologia oficial), já se vão fantásticas três décadas. E nesses trinta anos de reinvenções, trilogias de qualidade oscilando entre o impecável e o desastroso, utilização de novos programas e tecnologias de captação de imagens – e vale aqui abrir um parêntese para a produção Final Fantasy, um “filme” totalmente digital com personagens concebidos via computação gráfica -, todo mundo tenta até hoje superar o velho mestrecriador dos insuperáveis Obi-Wan-Kenobi, Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Léa, Chewbacca, C3PO e R2D2. Todos eles, obviamente, sem atingir a supremacia.

O caso mais comum de tentativa de superar o sucesso starwarmaníaco está nas sucessivas trilogias do gênero que foram se repetindo ao longo dos anos. E foram muitas! O Exterminador do Futuro, Robocop, Matrix (essa talvez a que mais próximo tenha chegado de criar um novo conceito de sci-fi, baseado nas realidades virtuais misturadas a conceitos filosóficos platônicos e o entorpecimento da sociedade causando a destruiçãoda espécie) e Jornada nas Estrelas (a única a ter um fã-clube que bata de frente com a saga de Lucas, por conta da dupla Capitão Kirk e Dr. Spock). No princípio, os robôs largaram na frente na preferência das platéias, mas com o tempo os humanos foram ganhando o seu devido lugar de respeito como protagonistas. Em alguns casos até uma simbiose é bem mais bem-vinda (acostumamo-nos a ver o atual Governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger como o andróide massacrado por uma máquina de modelo superior ao seu; o policial Murphy, assassinado barbaramente e transformado no policial cibernético, agente da OCP; recentemente, tivemos até o caso do robô investigado por assassinato na produção Eu, Robô, de Alex Proyas, baseado em conto de Isaac Assimov).

Outro subgênero interessante é aquele formado por criaturas, pragas que no futuro dizimarão toda a humanidade: os insetos avassaladores de Tropas Estrelares, de Paul Verhoeven; Os marcianos de Marte Ataca, de Tim Burton; os alienígenas tresloucados de O Quinto Elemento, de Luc Besson e MIB: Homens de Preto, de Barry Sonenfeld; o mundo robótico de Inteligência Artificial, de Steven Spielberg (onde máquinas são destruídas numa “atração” chamada Feira de Pele e um menino andróide faz uma jornada em busca da capacidade de emocionar-se). Aliás, Spielberg é o outro lado damoeda nessa história. Junto com Lucas formam o Yin eYang desse gênero, contribuindo com excelentes exemplares dessa temática como E.T – O Extraterrestree Contatos Imediatos do 3º Grau. Em alguns casos,rotulado como criador de tramas infantis, comentário do qual não partilho.

Entre as favoritas desse humilde escritor de resenhas e artigos, destaco o visual sublime de Blade Runner – O Caçador de Andróides (até hoje me imagino no lugar de Harrison Ford saltando de seu carro especial no começo do filme), o antológico filme-denúncia Filhos da Esperança, onde o diretor Alfonso Cuarón brinca de forma cruel e espontânea com os desejos e sonhos de uma sociedade onde até para se gerar um filho é uma odisséia digna dos poemas narrativos gregos, o sistema repressor e desigual de Código 46, fabulosa produção do diretor Michael Winterbottom (por sinal, conselho do colunista: fiquem de olho nesse indivíduo, pois ovejo nos agraciando futuramente com muitas coisas boas) e, por último, mas não menos desprezado por conta disso, a saga especial 2001: Uma Odisséia noEspaço, de Kubrick (com direito a abertura pré-histórica e tudo).

Entre as últimas produções cinematográficas (destacando aqui aqueles que mereciam melhor empenho de seus realizadores) ressalto O Pagamento, de JohnWoo e sua importante investigação sobre um mundo onde identidades são apagadas a qualquer momento; O Homem Duplo, de Richard Linklater e sua caçada futurista ao narcotráfico; Violação de Privacidade, de Omar Naim,onde Robin Williams é um “editor de vidas” (que, desde o nascimento, são gravadas em microchips); Outland: Comando Titânico, de Peter Hyams, trazendo Sean Connery às voltas com mortes relacionadas a uma droga futurista; Stargate, de Roland Emmerich e seu portal do tempo e a mistura sci-fi e investigação criminal de Os 12 Macacos, do sempre alucinado Terry Gilliam.

Nos últimos anos, voltou o interesse pela temática (que reassumiu, por conta disso, o seu status de celebridade dentro da indústria). Novos admiradores surgem, se escabelam, gritam – um nome em potencial surge no meio da névoa imposta por diversos roteiros em potencial: Philip K. Dick – e, às vezes, chegandoao extremo de copiarem seus ídolos na vida geral (o que pode criar graves tragédias em todo o mundo). E agora, pergunto eu, que caminho seguir? Que nova máquina inventar? Em que realidade estamos agora, mesmo? Futuro? Presente? Passado? Ahnn... Que confusão, não é mesmo? Pois é: esse tumulto foi imposto pela ficção-científica. O que fazer com todas essas informações? Aceito conselhos.

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