Wednesday, August 08, 2007

Editorial Porra Loka

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É fácil e gostoso navegar pelo R.C. Ou, melhor, o gostoso sou eu, mas ainda é fácil navegar pelo R.C.

Basta ver que, ao fim de cada texto existe um link ao texto seguinte, à página seguinte.

Se não quiser ler o texto todo, recomendamos um processo um tanto complexo, mas aqui explicamos:

Rolagem: Pode-se, às vezes, abaixar a página navegada sem ler seu conteúdo, bastando usar a barra de rolagem ao lado direito da mesma, ou o mouse.

Também oferecemos, para os muitos que se perdem, à nossa suprema direita da página principal, os DESTAQUES DA QUINZENA, que listam os textos da Quinzena um em cima do outro, em uma suruba fantástica.

Não se percam, e continuem reagindo!

Os textos estão ótimos, e a Charge de Venâncio em homenagem a Bergman eleva sua postura como chargista, podem acreditar.

Leiam e comentem o R.C. que o Jiló promete que “no começo dói, mas depois é bom.”

Abrax a todos e todas,

Do editor místico,
Roy Frenkiel

Para ler os Comentários da Quinzena, clique aqui.

Comentários da Quinzena

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No Editorial


De Garrafa e Mar
Na boa: entendi nada. abraços.


De David Santos
Estou solidário com o povo brasileiro neste momento tão TRÁGICO. A vida só nos permite dois termos: a felicidade ou a infelicidade. Desta vez, quem mandou foi a segunda. Que a vida continue feliz para os que ficam.


De Moita
A bola ainda é a "salvação" no pensamento do povão. A outra é o Lula. RIDÍCULO!

Abraços


De ACANTHA
1-) Sem seleção não há solução ROY??

2-) Ah.. A copa é nossa!!!!
Não há outro candidato para sediá-la ROY.

Respostas do C.O.R: Garrafa e Mar, tchê, bem vindo ao clube!

David Santos, estou contigo. Doeu até em mim, que não tenho nervos.

Moita, salvação ou não, tô torcendo pro Timão.

Acantha, a resposta é: não. Quanto à Copa, o Brasil ainda pode perder o trono disputando contra ninguém. Nessa modalidade perdedora o Brasil é campeão. Fala
sério!


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Nos Comentários da Quinzena


De Nana de Freitas
Aproveito para agradecer aqui o comentário do Halem, recomentado pelo Jiló. Li ontem, mas não tive palavras pra agradecer... foi preciso pensar antes. O pior é que continuo sem elas. Então, obrigada, Halem, mesmo. Fico feliz que leiam com o coração o que eu escrevo com o meu. Abração!
Ao Jiló, um beijinho discreto. Mas não se preocupe, o Roy não tem ciúmes de ti. Ele já sabe que somos só amigos... rs


De Priscila
Ô Roy...

Não adianta me ameaçar...Que a risada é minha e eu rio do que achar graça....

hahahahahahahahahahahahahahahahahahahaaaaaaaaaaaaaaaahahhhhhhhhh



Da Enamorada do Jiló
Meu solanáceo amor ,Jilozinho...

Fiquei quase que refogada com tuas palavras sensuais.

Da tua calipígia enamorada de sempre...

A repolhuda do Jiló

De Jens
Porra, Jiló, estás te fazendo de louco: continuo esperando o telefone ou o email da Jurema, a repórter gostosa.
O final da saga do Casamento do Marconi Leal ainda não saiu porque aquele sacripanta deve ter me rogado alguma praga. Além disso, misteriosamente "sumiram" as anotações que eu tinha sobre o caso. Fiz um Boletim de Ocorrência na DP mais próxima (a propósito, agradeço publicamente o tratamento cordial que recebi do delegado Leitão). Estou refazendo todos os contatos. Como se isto não bastasse, está uma porra dum frio do cacete aqui neste fim de mundo (Deus, meu Deus, porque não me fizeste nascer na Bahia ou no RJ, no meio daquele mundaréu de mulher gostosa?). Escrever e fazer sexo - sim, eu faço sexo pelo menos uma vez por ano - com este frio é quase impossível.
Jens (tá legal, promessa é promessa: por enquanto podem me chamar de Sueli. Mas vou avisando, sou lésbian chic).
Quero o telefone da Jurema, porra!
Este é meu último aviso.
Um abraço.

Resposta do C.O.R.: Nana, todos te amamos, todos te amamos! Deusa! Felina! Gata!

Enamoradinha maravilhosa, assim você me deixa assanhado e com vontade de mergulhar meu sourkreut!

Prisicla, do Roy você pode rir que eu deixo. Sem comentários, valendo? Sem comentários!

Jens, painho, o telefone segue: (+43) 1 45 762 3898. Só não sabemos de qual país é nem se é o verdadeiro. Pra ser bem sincero, acho que ela só rabiscou esses números aí inventados na hora, pra pararem de encher o saco dela. Aliás, dizem que ela mesma espalhou o boato na redação abandonada de que era travesti. Mas confesso que mesmo acreditando, painho, vale a pena conhecer a Jurema e seus lábios beiçudos. Quanto ao Marconi, acho que na hora que sair a segunda parte, ele já estará divorciado, que, bem sabemos, é a lógica consequência de sua história. Quanto à suas preferências geográficas, dá um tempo aqui em Miami painho, pode ficar na minha casa.

Solidário, do Jiló
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Na Charge de Venâncio

D’A SACERDOTISA

Boa...


Múuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Resposta do C.O.R.: Perdão Sacerdotisa, aos teus pés e com muita humildade, aóummmmmm, só afirmo que “MU” não tem acento, vide a palavra “cu.” Amén!

Quase ortodoxo, do Jiló
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Na coluna de Geraldo Magela, A Segunda Fome


De Gabi Campos - Arcos MG

Bacana... nossa .... ficou excelente!!! Já to divulgando pra ver se aumenta essa segunda fome nas pessoas!

Resposta do C.O.R.: Ô, Gabi! Pelamordedeus, já não basta não ter curado a primeira, já quer meter uma segunda na barriga das pessoas? Esse Magela e suas idéias… Também o editor não barra ninguém! Culpa dele se essa segunda fome aí tomar conta da África.

Indignado, do Jiló

Para ler a Coluna Claque-te! Clique aqui.

CLAQUE-TE! E o cinema nacional aos olhos de Roberto Queiróz

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Por que tantos homens doentes, depressivos e tresloucados no cinema nacional?
Por Roberto Queiroz


Noite de quarta-feira chuvosa. O pobre cinéfilo suburbano autor dessa coluna decide – na falta de outra programação mais instigante – ir ao cinema privilegiar o cinema nacional (que, atualmente, em sua modesta opinião, vive um período de altos e baixos). Pouco mais de uma hora e meia de projeção são suficientes para que ele fique alucinado diante daquele obcecado adorador de bundas, Lourenço (interpretação irretocável do ator Selton Mello) em O Cheiro do Ralo, filme do diretor Heitor Dhalia. O cérebro desse fanático por sétima arte, após ter se assoberbado pela visão de mundo mercadológica do protagonista (que vê a humanidade como um grande objeto à venda 24 horas por dia), pára e reflete: por que a nossa produção cinematográfica anda tão cheia de homens depressivos e tresloucados? De onde vem tanta inspiração para loucura desmedida?

É de, no mínimo, intrigar. Tantos homens, uma só doença (na maioria dos casos, reflexo de uma solidão pungente, aguda). É o caso de Rímini (Gael García Bernal) em O Passado, de Hector Babenco, atormentado pela esposa que não se conforma com o divórcio após tanto tempo de casamento e o deixa numa situação de aprisionamento quando se tratar de envolver-se em novas aventuras amorosas. Ou quem sabe você prefira o lado fossa de Pedro (Rodrigo Santoro) e Ênio (Leonardo Medeiros) em Não Por Acaso, de Phillipe Barcinski, viúvos de forma catastrófica que precisam reaprender a amar (o primeiro, uma nova relação; o segundo, a filha adolescente, com quem não mantém a menor afinidade). No caso de Ciro (Júlio Andrade) em Cão sem Dono, de Beto Brant e Renato Sciasca, a falta de perspectiva na vida e a crise existencial que o adoece parece só ser compreendida pelo melhor amigo do homem (parceiro fiel e silencioso: talvez sua melhor vantagem).

Casos clássicos nesse gênero são aqueles em que protagonista está em busca da mulher ideal, passando por muitas provações para encontrar a alma gêmea. Essa parece ser exatamente a situação de Martín (Felipe Camargo) em Jogo Subterrâneo, de Roberto Gervitz, que cria em sua cabeça um enlouquecido desafio: encontrar a mulher da sua vida em um vagão de metrô, Antônio (marco Ricca) em Crime Delicado, também de Beto Brant – mestre na composição de homens derrotistas e perdidos moralmente – na pele de um crítico teatral movido excessivamente pela razão que após se envolver com uma mulher de atitudes extremamente desinibidas que mantém um relacionamento com um pintor bem mais velho do que ela faz sua vida dar um giro de 360º num rumo extremamente perigoso e sem certezas aparentes e Benjamim Zambraia (vivido por Paulo José), modelo publicitário veterano de Benjamim, de Monique Gardenberg, que acredita ter encontrado a reencarnação do grande amor de sua vida, passando com isso a cultivar as delícias e os horrores de uma paixão perdida.

Outras construções dramáticas obsessivas que agradam muito a esse sádico colunista são o repórter Célio Rocha (Pedro Cardoso) de Redentor, de Cláudio Torres, tentando convencer o amigo de infância e construtor corrupto Otávio Sabóia (Miguel Fallabella) a doar todos os seus bens às classes menos abastadas. Hilário! Seu Heitor (Fernando Teixeira, sublime) no papel do avô hipócrita que explora sexualmente a neta no nordeste marcado pela opressão e pela podridão social humana de Baixio das Bestas, do sempre polêmico Cláudio Assis e, finalmente, mas não menos exuberante, o astrofísico Antônio (José Wilker) de O Maior Amor do Mundo, de Cacá Diegues, que após descobrir ser portador de um tumor cerebral inoperável realiza uma jornada pessoal em busca da verdadeira identidade de sua mãe (que acreditava conhecer desde seu nascimento), tendo como pano de fundo um Rio de Janeiro caótico e desmotivante para qualquer pessoa que queira dar a volta por cima.

Quanta gente doente, não é mesmo? A doutora Nise da Silveira se viva, adoraria ter toda essa clientela a sua disposição. E isso só pra começar! Por que se esse pobre fã de películas fosse cadastrar o número de personagens masculinos psicóticos e alucinados existentes na história do cinema brasileiro, terei material de pesquisa para uma vasta enciclopédia (quem sabe um almanaque, que a palavra está na moda). Taí... Pode ser uma grande idéia. Ainda bem que toda essa loucura se realiza apenas na ficção. Imagine esse bando de loucos e derrotados aí, na sua cidade, cantando as suas namoradas, invadindo seus metrôs e trens, explorando suas filhas... Chega de depressão! Quer mais, vai ver no cinema. Lá é que é lugar de doido. Até eu fui.

Para ler a coluna O Povo e o Livro, clique aqui.

O Povo e o Livro

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Por Halem Souza “Quelemén”

Como ser um crítico literário na grande imprensa


Quem já leu “Recordações do escrivão Isaías Caminha” certamente vai se lembrar da personagem Floc, que morreu tragicamente. Floc era o pseudônimo do crítico literário do jornal “O Globo”, retratado no romance de Lima Barreto, publicado pela primeira vez em 1909. Assim é visto pelo narrador:

“Floc era contra a Academia, contra os novos, contra os poetas, contra os prosadores; só admitia, além dele, com sua obra subjacente, que se poetassem e fizessem versos certos rapazes de sua amizade, bem nascidos, limpinhos e candidatos à diplomacia. Confundia arte, literatura, pensamento com distrações de salão; não lhes sentia o grande fundo natural, o que pode haver de grandioso na função da Arte. Para ele, arte era recitar versos nas salas, requestar atrizes e pintar umas aquarelas lambidas, falsamente melancólicas.”

Estamos diante, é óbvio, de uma caricatura. Temos razões hoje para supor ou acreditar que as pessoas que atuam na grande imprensa, sobretudo nos jornais impressos, não sejam tão fúteis e desprovidas de alguma “credencial” que as habilite para o mister de escrever sobre Literatura. Sei...

Mas não deixa de ser curioso ver como alguns desses jornalistas, críticos literários e outros ocupantes dos “segundos cadernos” exercitam seu nobre trabalho de esmiuçar o mundo das letras. Por isso, aceitando a sugestão do editor deste blog/revista eletrônica, decidi escrever um guia para os que desejam aventurar-se nesse tipo de atividade:

1) Se você não tem esse “olhar blasé/ que não só/ já viu quase tudo/ mas acha tudo tão déjà vu mesmo antes de ver”, como escreveu o poeta Antonio Cícero, desista agora! Vá para o caderno de esportes ou para a página policial.

2) Nem pense em escrever sobre essa subdesenvolvida e anêmica literatura (argh!) brasileira!

3) Se você não costuma ter muito tempo pra leitura (sabe como é, tem as festas, as viagens de fim de semana com a (o) namorada (o), as salas de bate-papo na Internet, e “otras cositas”), escolha para análise um escritor sobre o qual não residem dúvidas sobre sua genialidade, tipo Kafka, Henry James e Tomas Mann.

4) Cite, sempre que puder, um filósofo (não importa se você nunca leu o dito, use uma dessas frases de almanaque). Nietzsche sempre cai bem.

5) Não procure pesquisadores na área da Literatura e da Lingüística. Esses universitários malucos e desocupados podem vir com autores ou idéias que, no fundo, são um saco!

6) Textos hagiográficos em torno da obra de um autor são sempre bem-vindos. Mas xingue alguém de vez em quando, para ser, digamos, “polêmico”. Paulo Coelho, Lya Luft e Stephen King estão aí para isso mesmo! O problema é que esses já são habitualmente destratados. Seja original! Escolha um medalhão! Que tal Saramago? (ainda mais que ele é comunista)

7) É preciso repetir, caso venha a tentação: não escreva nada sobre a Literatura Brasileira para não parecer provinciano. Afinal, você é um legítimo representante da pós-pós-modernidade!

8) Lembre-se: você está escrevendo para um público que, como você, também não lê muito. Por isso não se preocupe em dar informações bibliográficas precisas nem informar as fontes de seus dados (caso estes apareçam).

9) Convém, de vez em quando, falar de um escritor esloveno ou do Azerbaijão, que ninguém conhece, mas que é o novo “bambambam” da Literatura mundial (tal como aquela moda, entre cinéfilos, de falar dos “maravilhosos” cineastas iranianos). Como ninguém vai ler esses livros – como também não viram os filmes iranianos – você fica com fama de ser um erudito fora do comum.

10) Falar de educação e investimentos públicos na área da cultura e da leitura, em particular, é terminantemente proibido. Ser alfabetizado adequadamente, ter bom nível de escolaridade e freqüentar bibliotecas é apenas um detalhe, num país tão justo e igualitário quanto o Brasil. Além do mais, política não é problema seu.

Acredito que seguindo esse decálogo, o aspirante a crítico literário na grande imprensa pode se dar muito bem. Lógico, desde que tenha um parente influente que possa empregá-lo nas redações desses estabelecimentos para escrever sobre assunto tão caro ao público em geral...

Para saber o que a Olegária Quer Falar, clique aqui!

OLEGÁRIA QUER FALAR

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Olhos atentos, neurônios sintonizados, emoções vibrando pelo desenrolar da estória. Mas sua história pode ser muito mais interessante...

Em frente à televisão, ela assistia à novela.




Olegária quer falar


Veja o lançamento no novo blog de Sílvio Vasconcellos (Contos & Encontros) e de Lu Cordeiro (Nas Esquinas da Farme), dia 25/07/2007.

vá lá conferir!

Para ler a coluna de Silvio Vasconcelos, clique aqui.

Silvio Vasconcelos

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TAM e o Brasil

A morte de duzentas pessoas no acidente da TAM em São Paulo nos revela uma série de desleixos e irresponsabilidades. Se der para deixar para depois a solução de um problema, assim fica até tornar-se insustentável. O mesmo raciocínio de voar com um reverso defeituoso, pousar com excesso de peso numa pista mal-acabada, vale para carros com pneus desgastados, sem manutenção, direção com álcool, pistas sem sinalização, crianças soltas nos bancos traseiros prontas para serem arremessadas como balas perdidas dentro do automóvel.

Cinqüenta e cinco mil enterros por ano de vítimas da violência do trânsito. Mães que choram seus filhos mortos e filhos que vão crescer sem pais para lhe cuidarem. O Brasil está sendo exterminado pelo escárnio oficial, ano após ano e pela própria cultura da irresponsabilidade: o jeitinho de tirar vantagem, mesmo que seja a expensas de vidas humanas.

Penso nas mães dos cinqüenta e cinco mil mortos anualmente nas estradas sucateadas pela incompetência gerencial de todas as esferas de governo; penso nos bilhões que são arrecadados em impostos que ao invés de serem investidos em segurança, seja em aeroportos, estradas ou mesmo nas ruas pela polícia, mas que são transferidos como juros ao exterior; penso nesses juros exorbitantes que são surrupiados da economia e que atraem dinheiro pirata ao país, empurrando a cotação do dólar para baixo e levando nossos empregos; penso em como uma tragédia tão grande, que nos leva às lágrimas esconde a miséria maior que é sermos passivos perante a vaidade e falsidade dos políticos que chegam com discursos que encobrem propósitos particulares: manter-se no poder à custa de almas crédulas e corpos desintegrados pela ganância dos poderosos que articulam com os inescrupulosos e assim continuarem drenando riquezas para suas contas bancárias. A dívida oficial superior a um trilhão de reais paga mais de cem bilhões de juros por ano. Um mês de pagamento de juros resolveria grande parte dos problemas de infra-estrutura, tanto de aeroportos, como de rodovias que enfrentamos diariamente.

Até onde um país pode almejar ser desenvolvido se não é capaz de zelar pelos seus cidadãos? Até onde o desrespeito à vida pode ser mais forte que o arremedo dos políticos demagogos que perpetuam políticas que visam apenas manter-se na cabine desse avião desgovernado chamado Brasil?

Para ver a Charge de Venâncio, clique aqui.

Charge do Venâncio

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Ao Mestre Bergman, um Saravá do Brasil!

Para ler Caiê em sua coluna Vênus Contra-Ataca, clique aqui.

Vênus Contra-Ataca - Caiê

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GOSTO É DO VERÃO…

Parece que chegou o Verão. A maior parte das pessoas (que não eu, escusadamente acrescento, porque “a maior parte” nunca me inclui e é com um desgosto escolar que o digo...) está de férias ou a contar os dias que faltam para as mesmas. As férias são a vingança anual do povo. Depois, já mais apaziguado, e quase “cansado da pasmaceira que é estar sem fazer nada” e dos “dias em família, torrando ao sol”, pode voltar ao trabalho.

Férias sem sol de jeito são especialmente cruéis para as mulheres. Anda uma mulher a preparar-se afincadamente, depila daqui e dali, compra creme anti-celulítico, faz dieta, inscreve-se no ginásio, corre a avenida toda ao fim da tarde e até sobe a estrada até à Santa, maldiz os nove meses em que comeu, bebeu, fumou quanto quis – que é o mesmo que dizer, os nove meses em que viveu normalmente - , faz pedicure por causa da sandália, compra um bikini novo, porque o bikini é melhor que o fato-de-banho já que bronzeia o estômago mas é preciso que seja um bikini que estilize a figura e aperte os papos da anca e não deixe sair os papos da barriga, e ainda, se possível, levante e/ou encha o peito ou o rabiosque de quem o tem descaído (o tempo que se perde e as viagens que se fazem para achar estas duas peças!!!). Finalmente, lá acaba por ir à praia, franzindo o nariz porque não há muito sol e o efeito não é tão espectacular como se esperava porque, enfim, não há público suficiente! Profundamente injusto, o mundo.

Felizmente, logo se anima, se há amigas por perto. As amigas na praia servem, fundamentalmente, para que a mulher se certifique de que a sua Operação-Verão foi bem sucedida (“Ai, querida, estás tão gira! E muito mais magra! Esse bikini fica-te mesmo bem! Onde arranjaste? Eu procurei uma coisinha assim imenso tempo!” ; “Mas tu também estás espectacular! Que segredo é o teu? Gosto imenso do teu novo corte de cabelo! Estavas a precisar de mudar! Assim estás muito melhor!”), e, não menos importante, para cortar na casaca de todas as outras mulheres. Atenção que isto não é por mal, evidentemente. Tão somente o fazem porque essas criaturas – as outras – não sendo amigas, são gordas (ou, se forem como eu, esqueléticas e desengonçadas), certamente fizeram esforços desumanos para serem assim (ou será que são doentes? “Sim, porque eu já ouvi dizer...”), e vê-se logo que estão mesmo a tentar chamar a atenção com aquele andar e aqueles olhos e aquela saia horrivelmente curta. Blargh. Devia ser proibido.

O Verão sem sol também é duro para os homens. Não há a possibilidade daqueles raios brilhantes como relâmpagos a faiscar nos carros fenomenais que se compraram, que vão dos 0 aos 250 km em poucos segundos, para impressionar os amigos, para fazer inveja aos vizinhos e para dar status. São carros completamente inúteis numa cidade pequena, mas isso não interessa nada, porque o carro não foi adquirido para andar. Um carro não é para andar, eh eh eh, que noção! Um carro é para mostrar ao pessoal. Além disso, sempre se ouviu dizer que as mulheres gostam de homens com carros assim possantes (quem inventou esta estupidez gostava eu de saber?).

De qualquer modo, com sol ou sem sol, sempre há a possibilidade de dar largas ao tuning: faróis de cores, autocolantes, verificação das molas dos estofos (porque nunca se sabe se, em dias de sorte, o carro vai ser mais útil parado do que a andar...) Sobretudo, pôr a música em altíssimos decibéis para chamar a atenção das miúdas, enquanto se ajeitam os óculos de sol -comprados nas barracas das festas- com a ponta do dedo indicador, e se baixa o vidro da janela do carro, devagarinho. Bonito.

Outro espécime é o surfista de Verão. Surfista que é surfista é-o todo o ano, e com maior razão no Inverno, porque ondas ferozes e boas é com mau tempo que se apanham. Mas nós temos essa especialidade gira que é o surfista estival. Cabelo todo wax, vocabulário cool, bronzeado e (quando calha) giro. Pena é que confunda surf com bodyboard e não apanhe uma onda que seja sem se espetar. Podia ser interessante se fosse genuíno e, logo, não-sazonal.

Eu gosto do Verão, sinceramente. Adoro o sol. Tenho verdadeiro prazer em comer gelados (embora aí seja um pouco como a publicidade dos gelados OLÁ, passe a pub, gosto sempre). Agora, assusta-me é essa coisa de andarem por aí com campanhas de promoção da natalidade no país e no mundo. A natalidade sobe imenso no Verão, como se sabe, com as feromonas em alta e tudo o mais. Mas a mim parece-me que, com gente assim, já temos é pessoas a mais.

Para ler a coluna de Camila Canali Doval, A Mulher de Sardas, clique aqui.

Camila Canali Doval

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O seguinte texto não contém nada de reação e muito menos de cultural. Ele é só um eco surdo, um grito esquálido destinado a cair no vazio. O seguinte texto são as lágrimas de quem não consegue mais chorar.

C...! P...! F... da p...!

Tragédia dá a maior ressaca. Parece que levei uma porra de uma paulada na cabeça há duas semanas e ainda dói quando mexo alguma parte do corpo. Foram uns dos quinze dias mais loucos da minha vida. Um ritmo alucinante de acontecimentos. Tonteei. E isso que eu só assisti pela televisão.

Dizem que tudo acontece no Brasil. E não tem como negar! Até o dia 17 de julho vivíamos a praga Renan Calheiros. Aquela coisa que todo mundo sabe, mas ainda parece novidade. Escândalo em Brasília. E quem ainda fica escandalizado? Eu fico. Fico mesmo. Tenho essa merda de ingenuidade dentro de mim: sempre acho que eles chegaram ao limite. Mas eles sempre podem um pouco mais.

Daí veio o Pan. Lindo. O Brasil se puxou para ajeitar toda aquela maravilha. Claro, é totalmente insano o Rio de Janeiro parar tudo para armar o circo, mas, por incrível que pareça, a violência “deu um tempinho” para que tudo corresse bem. Alguém ouviu falar em tiroteio, matança, morro? Até o Renan sumiu. Medalha de ouro para quem varreu essa sujeira toda. Ô servicinho bem feito. Hãn... Tapete? Onde? Qual? O pior é que tem gente ainda mais ingênua do que eu nesta porcaria de país.

Bem, finalmente, a tragédia. Uma puta de uma tragédia, diga-se de passagem. Os varredores não contavam com isso, né? O avião pechar no prédio. Puta que pariu, bem no meio do Pan, devem ter dito alguns. U-hu!, deve ter dito o Renan. Tem gente que nasceu mesmo com cu virado para a lua. Maldade estragar tudo. Ter que botar uma faixinha preta no meio do esfuziante verde e amarelo. Ter que chorar entre uma partida e outra. Ter que fazer um minuto de silêncio na hora da comemoração. Ter que louvar a força e desprezar a sem-vergonhice do brasileiro. Tudo ao mesmo tempo. Porque os nossos atletas são o que há de bom neste País: lutam e vencem apesar de todos os pesares. E não estou falando da Seleção Brasileira de Futebol Masculino. Com certeza não. Estou falando daqueles que só são lembrados de quatro em quatro anos, nas Olimpíadas e no Pan. Aqueles que não têm patrocínio, apoio, incentivo. Aqueles que treinam no clube da esquina. Aqueles que pedem esmolas para poder viajar. Aqueles que viajam sem avião especial, hotel especial, comida especial, mordomias surreais. Aqueles que ainda têm que ver o Galvão ficar surpreendidíssimo com o público do Maracanã em uma partida de futebol feminino. Ele disse: “parece até jogo da Seleção!”. Sério, ele disse isso. Você pode duvidar, mas ele disse. Foi até gravado. Eu juro. Pelo menos, nós louvamos a força dessa gente. Louvamos porque são brasileiros como nós. Suam como nós. Sacrificam-se como nós. Superam-se como nós. Louvamos porque nos espelhamos neles. Também queremos medalhas. Também queremos pódio. Também queremos ser super-heróis que não morrem em acidentes de avião e, sim, que evitam e salvam as pessoas das desgraças. Porque tem gente por aí com esse poder. Tem gente por aí que pode salvar o mundo. Só não quer.

E é por isso que, ao mesmo tempo, louvamos a força e desprezamos a sem-vergonhice do brasileiro. Simplesmente porque temos aqueles que mal podem fazer pouco e fazem tudo e temos aqueles que podem fazer tudo e, ao invés de pelo menos não fazer nada, ainda dão um jeito de foder com tudo.
Então, os atletas se matam treinando para, no dia de glória das suas vidas, ouvirem a praga do Galvão dizer que “parece até jogo da seleção”. Então, a gente se mata trabalhando e pagando impostos para, num dia qualquer de nossas vidas, a merda do nosso avião pechar com a porra de um prédio.

A minha cabeça dói sem parar. É Renan, é Pan, é TAM. Eu não posso com tudo isso. Eu não posso viver entre os extremos. Eu não posso dar conta de tantas emoções em um único e minúsculo coração. Eu preciso esquecer as regras de civilidade e gritar uns palavrões por aí. Preciso mesmo. Caralho! Porra! Filho da puta! (Não resolve nada, mas despressuriza, com o perdão do infame trocadilho). Preciso gritar e chorar. Preciso me cagar de medo de viver neste país. Eu não sou um super-herói. Eu sou uma decepção.

Eu estou naquela comunidade do Orkut que diz: sou brasileiro e desisti.

Para ler a coluna d'A Sacerdotisa e o Sexo Delicado, clique aqui.

A Sacerdotisa e o Sexo Delicado

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UM BRANCO CHAPÉU

Ela estava de férias, era uma jovem moça, bonita, inteligente.Gostava da praia, do mar, do sol, apreciava os corpos que iam e vinham andando pela orla da praia. Aos poucos percebeu um homem que a observava,atento a todos os seus movimentos, ele notou que ela o estava encarando. Ela se sentiu incomodada com aquele olhar, que mais parecia um punhal de tão frio, de tão ardente. Era estranho, aquele homem em poucos minutos a deixara intrigada e ao mesmo tempo excitada...

Para deixar um pouco de lado aquela sensação estranha, resolveu entrar no mar, ao voltar percebeu que o homem misterioso, havia ido embora...Ficou por algum motivo frustada, pensava que talvez ele falasse algo com ela, talvez ele a abordasse... Sentou-se novamente em sua cadeira de praia, e notou um pequeno papel com letras garrafais dizendo: Quero te conhecer! O meu telefone xxxx-xx.xx, Me liga. Seu coração bateu aceleradamente, ela estava de férias numa cidade estranha, não esperava ter nenhuma aventura sexual, não daquela forma, guardou o papel por via das dúvidas. Ao chegar no hotel, tomou um longo banho, no qual ficou lembrando daquele homem, do seu olhar, do seu jeito, ela sabia que intimamente, ele a havia excitado... Talvez seu jeito frio, distante...Ela não sabia ao certo...

Saiu do banho, e ao se tocar em frente do espelho, percebeu que ainda era bonita, tinha um seio rijo e firme, que dentro de suas entranhas ainda havia muito desejo, talvez fosse interessante viver uma nova aventura. O que ela tinha a perder? Iria embora daquele cidade dali a poucos dias, e como ninguém a conhecia podia se dar ao luxo de sair e ter muito prazer, sem medo e sem neuras, dessa forma resolveu ligar... Pegou o telefone e sentiu o coração bater acelerado, aquilo tinha o incrível poder de deixá-la excitada... - Alô? Oi, eu sou a moça da praia... - Olá, moça da praia, eu estava esperando você ligar.Eu quero você, mas com uma única condição, não quero saber seu nome, seu cargo, nada...Só quero ter você me meus braços, nua, te sentir. - Ah, mas assim? Hummm, melhor assim...Quando e onde? - Pode ser na praia ? - Ok...Às 20:00 na praia.

Se arrumou e saiu, ao chegar na praia viu um homem todo de branco, chapéu de lado, moreno bonito, era o mesmo homem, só que com mais requinte com mais glamour. Ele a cumprimentou, e pediu que ela se sentasse, ele havia preparado uma espécie de barraca na praia, de modo que ninguém veria o que estavam fazendo dentro dela... Tinha frutas, vinho, doces, salgado, um verdadeiro piquenique.... Ele a olhava com tanto desejo, que ela ficou encabulada. Começaram a conversar, ela estava curiosa, ele reticente... Não respondeu nenhuma pergunta pessoal, era impessoal ao extremo, lhe serviu uma taça de vinho branco e se aproximou, tocou sua pele com tanta suavidade que ela se arrepiou todinha. Ele a deitou na areia sobre o manto das estrelas e a possuiu devagar e apaixonadamente, ela nunca havia sentido tanto prazer, tanto desejo e tanta paixão. De manhã ao acordar, percebeu que estava sozinha na beira da praia, nua, olhou o sol que nascia e a praia que ainda estava vazia, percebeu somente que na ondas do mar um chapéu branco boiava no mar...

Então dentro dela , sentiu um aperto, um vazio no peito, quando pequena tinha ouvido história que diziam que o Sr. Ogum Beira Mar, se apaixonava por moças na praia e as encantavam, a deitavam na areia e nelas deixava uma semente...Um filho...Um filho de orixá, com as bençãos da Mãe d'água...Com bençãos de Yemanjá...

Agora ela sentia dentro de si mesma, uma força que brotava, dando uma nova razão `a sua vida, um novo recomeço... Ela nunca esqueceria, aquele homem de cor brejeira, sorriso maroto, gingado no corpo...

Para ler a poesia Di Bernardi, clique aqui.

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